Good Times Are Back Again
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Saudações, Internauta! Já tá rolando aquela viagem inesquecível através do Túnel do Tempo mais fantástico do Mundo: o das Músicas Chiques!! Nesse Túnel você passará por lugares que vão desde uma bela Disco Italiana até aquelas festinhas feitas na garagem da sua casa, onde todos dançavam ao som do que hoje seria apenas uma saudade, apagada pelos arranhões e pela poeira que se acumulou em seus mais raros discos de Vinyl. A cada Matéria, um Mundo de sonhos e saudades vai tomar conta do ambiente. Não tenha vergonha nem medo! Pesquise, levante-se, afaste os móveis e dance com a mesma saudade e vontade que eu um dia dancei e chorei, ao perceber que já não se faziam mais mágicas como antigamente. Hoje só nos resta lamentar a fase em que atravessa o Mundo da Música. Atualmente, fazer música é igual a ganhar dinheiro com composições comerciais, e isso fala muito mais alto que o Bom Gosto. Ainda assim algumas raríssimas exceções se salvam, primando pela alta qualidade de seus trabalhos. Mas esteja certo de que eu e você, que somos a minoria, vamos morrer vítimas fiéis do Bom Gosto!!! Solte os cintos e Boa viagem!!!

Robert Andare (DJ / Locutor / Ator)





"Nota Good Times"
Retiramos todos os aquivos de som, fotos, letras e demais extensões do Blog, porque infelizmente o lixo do serviço que o Blogger oferece, nos obrigou simplesmente apagando os mesmos. Gostaríamos de comunicar aos Internautas, que, graças ao seu carinho, estaremos deixando em breve de fazer parte desse servidor podre que é o Blogger. E mesmo assim eles ainda reconhecem a seriedade do nosso trabalho, nos concedendo pela segunda vez, em menos de 2 anos, o Blogs Of Note. Aguardem!! Vem aí um novo Good Times Are Back Again.




/ / / Matérias Good Times \ \ \





Corona
Essa merece destaque !! Mais do que ninguém, é "da casa". A brasileira Olga de Souza nasceu em 1968 no Rio de Janeiro, mas foi viajando para a Itália que ela conheceria Francesco Bontempi, produtor consagrado por trabalhar com Lee Marrow e Capella. Dessa amizade sairia um contrato com a gravadora Dance World Atack, que abrigava cantores como Double You, Alexia e Ice Mc. Seu pseudônimo passou a ser então Corona. O primeiro título produzido por eles foi "The Rhythm of the Night", que chegou ao Brasil em Janeiro de 1994, e com o sucesso estrondoso dessa faixa, Corona ganhou vários prêmios principalmente na Itália, sua nova casa. Já em 1995 ela lançou mais um Hit, uma regravação de Joy & Joyce, chamado Baby Baby que lhe rendeu mais uns bons meses de fama no cenário da Dance Music. Outras balas ainda estavam por vir, foi o caso de Try Me Out, Get Up And Boogie, Don't Go Breaking My Heart e Don't Wanna Be A Star que, somadas aos primeiros trabalhos, resultaram em seu primeiro álbum (que não poderia ter outro nome): "The Rhythm of the Night"! Aqui no Brasil seus trabalhos eram distribuídos pela Spotlight Records, divulgadora de grande nome nessa época, tendo em seu ról artistas como Mr.Jam, Kelly Rich e Jhonny Z. Em 96 ela lançou ainda Do You Want Me?, mais uma regravação de sua "parceira" de trabalho Lee Marrow. Vale lembrar que Corona regravou também a famosa I Want Your Love de Lee Marrow, que foi lançada ainda no primeiro CD. Em 97 veio The Power of Love, que dominou as pistas e principais rádios nacionais; e em 98 a inigualável Walking on Music. Corona, cada vez mais trabalhando, veio a lançar um segundo CD em 2000: "And Me You" já veio mais voltado para o Trance de São Paulo e também para o Charm característico e chique do Rio de Janeiro. Mas ainda encontramos nele boas Euros como I Only Came To Dance. Agora uma informação importante! Esse lançamento da Corona levantou de vez uma suspeita que já circulava há alguns anos: a de que não era ela, realmente, a voz de grandes sucessos como os do grupo "Playahitty" ou ainda do projeto "Jhava". Bom, com certeza você já dançou coisas do tipo The Summer is Magic (Outubro de 94), One Two Three (Abril de 95), Don't Tell Me Lies e Show Me The Way, não? Pois então, há uma enorme divergência sobre quem estaria por trás dos microfones, nos estúdios de gravação desses sucessos! Corona ou Jenny B.??? O que sabemos é que, comparando as vozes desse CD novo da Corona, com as músicas citadas acima, fica bem claro que elas não são as mesmas! Há quem aposte que Jenny, nascida na Itália, cantava pra Corona levar a fama nos palcos! É, trabalho em equipe, risos... Ficamos na dúvida!!


Pessoas Já Comentaram !! Só Falta Você !!


Culture Beat

E continuando com a "Saga das Bandas Alemãs", você já parou pra pensar quantas vezes dançou ao som de Mr.Vain, Anything ou ainda Got to Get it?? Pois é, todas essas músicas e muitas outras que nós apostamos que você nem saiba os nomes, mas que já curtiu muito, são pertences raros de mais uma sensacional banda Alemã, o "Culture Beat". Bom, pra começar a contar a trajetória dessa galera, partimos dos mentores desse projeto: são eles Torsten e Frank Fenslau, e Peter Gräber. Essa parceria a três vem de muito longe, desde 1989 quando foi lançado o primeiro Single do grupo, chamado Erdbeermund, causando um considerável "boom" no mercado local e no Reino Unido. Digamos que foi um cartão de visitas agradável, bem aceito. A boa estréia motivou os produtores a escreverem Cherry Lips (1990), gravada aos vocais de Jo Van Nelsem, uma ótima cantora que fazia apresentações pela noite Alemã. E assim, o Culture Beat começava a caminhar aos poucos na trilha do Flash House. Foram se firmando cada vez mais a partir de 1991, ano em que definitivamente deram um passo importantíssimo na busca do sucesso, com os belos Hits I Like You (de Janeiro) e Tell Me That You Wait (de Março). Era o que faltava pra que eles apostassem em um disco que iria surpreender o público, pela alta qualidade das composições. Chegava às lojas então no mês de Março (comemorando a ótima fase do Single "Tell Me That You Wait"), o álbum Horizon composto pela faixa-título, pelos trabalhos já lançados, e por novidades como a fantástica No Deeper Meaning, que foi estourar somente em Setembro. Falando um pouquinho dos Hits lançados, todos eles tinham algo em comum: as notas marcantes do piano. Em "I Like You" ficou evidente que a moda dos anos 70 ainda estava bem forte, com os samples "WOW!! YEAH!!" de "Sugar, Honey Honey", que embalavam as festinhas antigas. Anexados à uma batida perfeita, eles conseguiram tornar a música uma referência do Flash House mundial. A voz doce e sensual de Lana-E e o Rap bem definido de Jay Supreme foram essenciais para o ótimo efeito que o som causou nas pistas e rádios. Falar de "Tell Me That You Wait" é o mesmo que flutuar nas nuvens; os adjetivos são tantos que passaríamos o dia inteiro aqui falando sobre isso, mas vamos tentar resumir o máximo possível: PERFEITA!! Sim, a música é PERFEITA!! Isso sim era o Charm, a Black Music, o Hip Hop dos anos 90, o mais puro, mais chique, mais decente, mais limpo; não essas drogas atuais como Eminem (branco que quer ser negro) e 50 Cent (um grupo de pessoas que acha que canta, mas só briga e arruma confusão com todo mundo, que nem o Eminem). Ouvindo esse som de mais de 7 minutos de duração, você simplesmente viaja e tem a nítida impressão de que está ouvindo um Hino Nacional, tamanha perfeição das métricas do Single. Pianos, beats graves, médios que não cansam o ouvido, samples feitos na raça, ao vivo, numa batida de arrepiar. É, você vai ter que ouvir pra entender o que estamos dizendo. Passando para "No Deeper Meaning", temos aí mais um House que marcou época também. Mais pianos, mais vocais animais e o famoso 'extented break', a alegria dos DJ's!! Nessa época, o Culture Beat brigava diretamente com grupos como Snap!, Motiv8 e Sharada House Gang (que gravava algumas de suas músicas com o vocalista do Snap! Mr.Turbo B). Era uma verdadeira batalha pela House Music, quem fazia a melhor batida, os melhores vocais, o melhor 'extented', era mesmo de tirar o chapéu. A partir do primeiro disco, o sucesso não parou mais de bater à porta do grupo. Parecia o Destino, tudo que eles tocavam virava Ouro! Vamos acompanhar... 1992 foi tirado da agenda apenas para escrever, pensar em coisas novas e tentar acompanhar a mudança das tendências e dos ritmos. Durante um ano e meio quase, eles se reuniram para produzir muito, aproveitando ainda os resquícios de fama pelo seu LP de estréia. Então em Maio de 1993, já influenciados pela mágica Eurodance, eles surpreenderam o público novamente e arrebentaram as pistas com o mais novo Single chamado Mr.Vain. Muito mais dançante, com os pianos característicos, graves sampleados e efeitos de deixar o queixo caído, a música foi uma das mais tocadas e conhecidas na Alemanha no ano. Essa febre se espalhou por todo o Mundo, que instantaneamente acolheu o novo Hit com louvor! Começava aí uma nova fase na carreira do Culture Beat, a famosa ''carta na manga'' do grupo: a estréia da vocalista "Tanya Evans". Detalhe, tudo isso e mais a bomba!! O segundo CD já estava nas lojas!! De nome Serenity, foi coroado logo de cara com o maior prêmio da Indústria da Música Alemã: "Álbum de Maior Sucesso no País em 93", rendendo outro belo Award de "Melhor Produtor do Ano" para o progenitor Torsten Fenslau. A música "Mr.Vain" colocou o Culture Beat em primeiro lugar em mais de 20 países ao redor do Mundo, através de comerciais de TVs e rádios; além de um segundo lugar em Israel e no Top 20 da Billboard Americana. Quase 5 milhões de Singles foram vendidos e cerca de 1 milhão e meio de álbuns foram pras casas dos fanáticos. Que cartada hein? Investigando um pouco mais sobre o disco "Serenity", ficamos conhecendo então outras ótimas composições que seriam lançadas aos poucos, para que a fama de "Mr.Vain" fosse conservada o maior tempo possível. Os Singles seguintes foram: Got to Get it (Setembro), figurando em quinto lugar na média dos Charts Mundiais, e a porrada Anything, que fechou o ano em Dezembro melhor colocada (terceiro lugar em Israel). Esse super time ainda realizou grandes produções remixadas nesse ano: "Kim Sanders - Show Me", "Shift - Remember The Time" e "The Shamen - Comin' On". Mas como nem tudo são flores, uma tragédia pegou de surpresa o grupo ainda no final do ano: a morte de um de seus criadores, o aclamado Torsten Fenslau. Todos os integrantes perderam o rumo, ofuscados pelo inesperado. Contudo o sucesso continuava e eles não podiam desanimar; foi nessa hora que a palavra forte e decidida do irmão Frank veio à tona. Ele decidiu seguir os passos do irmão e a cuidar de todos os negócios e produções do Culture Beat. Aos poucos eles foram se recuperando do ocorrido e os ânimos começaram a se renovar; o ano de 94 chegou, e com ele um ótimo segundo lugar nas paradas Mundiais com a belíssima World in Your Hands no mês de Março. Depois disso, somente em Setembro eles voltaram a lançar mais uma composição: Adelante, juntamente de um disco bombadíssimo, fazendo um 'review' de todos os Singles já editados, com um detalhe, em versões especiais e remixadas! O ano de 1995 foi o de maior ápice da Eurodance, afinal todos os grupos estavam em evidência: Alexia, Double You, Roxxy, Future Beat, Ice Mc, Fourteen 14, entre outros. Mas, 95 passou meio que 'em branco' para o Culture Beat. Somente em Novembro é que eles foram lançar mais um Single: Inside Out, em compensação mandaram muito bem na divulgação. Mais uma vez os sons inconfundíveis do grupo, uma levada nova mais Trance, as batidas com uma atmosfera sempre alegre, contrastavam com os vocais sensuais e tristes da mega Evans, pontos fundamentais na corrida pelo sucesso. Realmente "Inside Out" é uma música que mexe com os nossos sentimentos e nos faz pensar, e muito, na vida; saía então o terceiro álbum inédito do Culture Beat, com o nome da faixa-título. Feito por uma verdadeira equipe, o projeto envolveu cinco times de produção (Peter Gräber, Frank Bülow, Perky Park, Cyborg, Doug Laurent e R.U.T), fazendo com que cada faixa tivesse uma levada diferente, uma característica toda especial e única, deixando o disco com a mais variada seleção. Era uma "mistura de emoções e sentimentos" diz Tanya Evans, que completa: "não pensávamos como uma banda, um grupo, mas sim éramos todos um só". A maioria dos Singles lançados nesse CD fizeram sucesso, inclusive "Inside Out"; vamos comentar alguns, começando por Fevereiro/96 em Crying In the Rain (que seguiu a linha Euro sem grandes novidades, mas batendo em quarto lugar nas paradas). Outro que bateu na mesma posição foi Take Me Away em Junho. Destaque maior para a fantástica Get it Right, que veio na mesma métrica de "Anything", batidas firmes, rápidas e uma letra muito bem escrita, sem contar o arraso que Evans e Jay fizeram. Também faziam parte do CD os Singles Troubles, Miracle, Nothing Can Come e uma belíssima e rara versão acústica de "Inside Out", talvez a única já gravada até hoje no estilo. Bom, a partir daí Tanya e Jay se desligaram do grupo para seguirem carreira solo, com ela lançando a famosíssima Prisioner of Love ainda em 96. Já em 97 o grupo trabalhou apenas duas músicas: Under Pressure (Março) e Walk The Same Line, faixa de "Inside Out" (em Setembro). E a vaga aberta acabou mesmo sendo preenchida pela ótima Kim Sanders (de "Tell Me That You Want Me" e "Show Me"), que já vinha namorando o grupo desde 93. Ela estreiou com Pay No Mind em Fevereiro de 98, lançado na Holanda e Alemanha simultaneamente. Três meses depois saiu o quarto álbum de inéditas chamado "Metamorphosis", já sob os vocais do Rapper N'XT, que deu uma força em algumas das faixas. A segunda música de trabalho veio junto: Rendez-Vous tinha uma batida bem parecida com a anterior, chegando a tocar um pouco nas rádios mais chiques, mas apesar da sutileza e da beleza dos vocais de Sanders, não rendeu ao Culture Beat o sucesso esperado, durando pouco tempo na mídia, assim como "Pay No Mind". Nova tentativa foi feita em Outubro com You Belong, e mesmo com o ótimo trabalho, novamente a audiência deixou a desejar. Entre outras faixas do disco estão: Faith In Your Heart, Blue Skies, Guardian Angel, Electrify Me e Pray For Redemption. Os 3 anos seguintes foram de recesso no grupo, sem lançamentos. Se pensar faz bem, o resultado foi mais do que o esperado. A idéia era dar uma "sumida" para que o público sentisse falta da boa música. E depois de algumas reformas eles voltaram com a música Insanity em Julho de 2001, e uma nova vocalista de nome ''Jackie Sangster''. Não deu outra, o Hit atingiu o topo das paradas em Israel e foi muito bem recebido pela crítica. Algumas músicas novas foram produzidas com essa formação, na esperança de um sexto disco estourar nas pistas, mas apesar disso as 15 faixas gravadas nunca chegaram mesmo a sair dos estúdios, pois eles optaram por não lançar o CD temendo uma rejeição. Apesar da originalidade e da qualidade serem sempre as marcas registradas do Culture Beat (o que fizeram com que ele seguisse por anos e anos na estrada da fama), o grupo decidiu voltar às origens e fazer um 'remake' do seu maior sucesso: Mr.Vain - The Recall '2003. Realmente eles acertaram de novo, o remix caiu como uma luva nas pistas e rádios Alemãs e Mundiais, servindo para dar uma força legal pra que no mesmo ano saísse uma bela coletânea com os principais Hits do Culture desde 1989. Agora em 2004 eles voltaram com força total num Single escrito por Kim Sanders, chamado Can't Go On, lançado apenas em Vinyl para aguçar os DJ's. E vale a pena lembrar que, se depender deles, o som nunca vai parar, a banda vai continuar firme e forte no mercado. Pelo menos foi o que disse a vocalista Jackie em entrevista à uma boate Alemã: "Nós continuamos trabalhando. O Culture Beat não pára por nada, afinal não temos motivos para parar. Enquanto as pessoas gostarem de nossas músicas, nós estaremos aqui". Especula-se que uma Turnê e um novo álbum devam rolar em breve, devido ao grande número de shows marcados e aparições na mídia. Mas eles já avisaram que podem mudar um pouco o estilo musical, gravando algo realmente novo e direcionado para um novo rumo. Só nos resta aguardar e desejar que essas mudanças sejam sempre para melhor, e que a boa e velha Eurodance continue nos planos dessa galera, afinal de contas lá se vão 15 anos de História ...e que História de muito respeito hein!!!



Mr.Jam
Mais uma banda "da casa"! É a galera do Mr.Jam chegando na área, eles que, pasme você, entraram no mercado da música cantando em Inglês! Também pudera; no segundo semestre de 1996 quando o álbum New Love Dimension foi lançado, a Dance Music aqui no Brasil ainda era bem aceita, e assim como Gottsha, Corona e Sect, o Mr.Jam (formado por Fábio, Laura, Rodrigo e Edu), conseguiu o feito de emplacar duas músicas de uma só vez no chart nacional. Primeiro veio The Shining Light que estourou nas rádios, e logo em seguida Celebration que descolou seu lugar ao sol nas pistas. Com uma produção de alto nível e toda carioca, os garotos logo caíram nas graças de uma das mais poderosas gravadoras do país na época, a Spotlight Records, que mandava e desmandava na cena Dance no Brasil. Kiss Me On The Mouth, The Way Love Goes, Kiss in the Night e Blond Thang (feita em homenagem à modelo Suzana Werner), completaram a lista de 6 das 10 músicas do cd, que foram tocadas nas rádios brasileiras. O hit Skyline Pigeon também ganhou uma nova cara, e integrava esse CD bombadasso! Mas, com a crescente onda de ritmos nacionais como o pagode e o axé em 1997 e 98, o Mr.Jam acabou comercializando lamentavelmente suas músicas, e deu um tempo das gravações em Inglês até Maio de 2003, quando voltaram a gravar, e claro agora muito mais influenciados pelo Trance. Antes disso eles lançaram o disco "Supersônico" (2001), onde receberam convidados como a galera do Biquini Cavadão, mandando bem numa super versão acústica de "Timidez".O Single mais recente de trabalho se chama Cruisin' e apesar dele não ser igual aos antigos, pelo menos nos faz mais alegres, afinal de contas eles jamais deveriam ter deixado o estilo Dance americano para entrar no mundo indecente da Axé Music. Nós fazemos votos de que eles criem juízo e continuem nessa trilha de agora, já que uma luz no fim do túnel parece ter sido encontrada. Mas ainda preferimos, e com muita unanimidade, as lembranças que o CD "New Love Dimension" nos deixou.




Redvelvet
Mais um projeto na área! É o Redvelvet, nascido em Abril de 1994 com o Hit Lady Don't Cry. A História dessa banda é bastante curiosa, pois envolve duas grandes vocalistas que também já participaram de vários outros projetos de sucesso. Começamos com Jenny Bee, ou Jenny Bersola, responsável pelo primeiro Single. Nascida em Julho de 1972 na Catânia, descendente de pais do Senegal e Sicília, ela começou sua carreira com apenas 15 anos. Uma das maiores polêmicas que envolveu seu nome, foi a de que Jenny seria a verdadeira "voz" dos Singles The Rhythm Of The Night, The Summer is Magic e One Two Three (Train With Me), ambos da cantora Brasileira 'Corona' (Olga de Souza), sendo o primeiro em carreira solo, e os demais pelo projeto 'Playahitty'. Mas Jenny também assinou várias participações em outros grandes grupos, como 'JK' (1993), 'Tofunk' ("Allright" - 2000) e S-Sense ("Gonna Get Your Love" - 2001). Entre 93 e 97, a cantora fez parte da "Italian Jazz Band Funky Company" como vocalista, produtora e escritora, onde lançou um super álbum de nome Tendency of Love que consagrou Singles como Give Me Time Again. A enorme quantidade de trabalhos lançados, e a alta qualidade de suas composições, lhe renderam o Prêmio "San Remo" no ano de 2000. O Hit "Lady Don't Cry" era maravilhoso, um Dance de deixar todos de queixo caído! Uma curiosidade: a música tinha a mesma métrica (seguia o mesmo estilo) de "The Rhythm Of The Night" de 'Corona'. Durante 3 anos, o 'Redvelvet' ficou sem gravar e divulgar nenhum trabalho (apesar de continuar sob o mesmo sêlo chamado 'NRT'), até que em Janeiro de 97 saiu a música Into The Night. Com uma batida mais rápida do que o anterior, o Single também foi um sucesso. Mas, vamos contar um pouco do que aconteceu antes dessa música ser lançada. Jenny já não fazia mais parte do projeto, e sim Annerly Gordon, nascida em Novembro de 1972 na Inglaterra. Com seu jeito "criança" de ser, ela adorava viajar, até que uma dessas viagens mudou completamente sua vida. Na Itália ela conheceria as pessoas certas na hora certa (os produtores do sêlo NRT). Eles deram à Gordon todo o incentivo do Mundo, e assim ela começou sua carreira cantando numa danceteria, e ali mesmo ela descobriria que seu talento poderia ir além do que todos imaginavam. Sua linda voz de "menina" definitivamente conquistou o Mundo, fazendo com que Annerly fosse convidada a participar de grandes projetos como 'Ally & Jo.', 'Alex' e 'DJ Space C'. Também foi backing vocal de 'Ann Lee' e trabalhou com os produtores Riva e Pignagnoli, responsáveis pelo sucesso de 'Whigfield', 'A Kay BJ', 'Wienna', e 'TH Express' (uma de suas maiores conquistas, onde gravou os vocais principais da arrasadora I'm On Your Side e fez backing em todas as outras faixas do disco). Que trajetória dessas duas hein? Você imaginava todos esses caminhos percorridos por Jenny Bee e Annerly Gordon, antes de conhecer o Redvelvet?? Pois é, elas são grandes responsáveis por uma fatia considerável da Eurodance ao redor do Mundo. Os beats de seus dois Singles lançados são incomparáveis, totalmente distintos, mas simplesmente excepcionais! Elas merecem todo nosso carinho, e claro, o destaque Good Times. Parabéns Jenny e Gordon, vocês são sensacionais!!


Tony Di Bart
Tony Di Bart nasceu na Itália em 1967, e antes de seguir a carreira artística foi bombeiro (acredite se quiser!). Em 1994 ele se uniu a dois grandes produtores da Eurodance: Mark Drayton e Adam Blisset, fazendo uma parceria que renderia ótimos frutos à Dance Music. Dessa junção saiu o primeiro Single de trabalho chamado The Real Thing em Março do mesmo ano, que se tornou instantaneamente um super Hit, batendo nas primeiras casas dos Tops Charts Mundiais: primeiro lugar na Inglaterra, quinto no geral da Europa, oitavo em Israel, e décimo nono nos Estados Unidos (o que significava uma ótima colocação para um Single Dance nessa lista). Esse som tinha batidas muito bem definidas, pianos, uma levada incrível e a sensualidade de um vocal feminino, mistura que não podia faltar numa Eurotrack. E assim o Hit seguiu firme até meados de Junho, quando outra canção começou a tomar forma: Do It ainda estava nos papéis, mas já mexia com a imaginação dos DJ's, que criaram um ambiente de expectativa quanto ao seu lançamento. Dia 19 de Julho a música chegou às lojas em formato Single (várias versões), e em CD's promocionais às rádios, que prontamente executaram em primeira-mão a novidade. Um dos Remixes (Piano Mix), trazia uma levada mais Pop para agradar os admiradores do 'Old Groove', com fortes influências do Funk e do Soul que abalou o final dos Anos 80. Com uma facilidade incrível, "Do It" simplesmente passeou pelas paradas, atingindo o sétimo lugar na Inglaterra, e quinto na Irlanda, figurando mais uma vez também no Top 20 de Israel na posição de número 19. Tony Dibartolomeo, ou Di Bart como era conhecido, ficou apenas trabalhando (divulgando) esses dois lançamentos o resto de 94 e meados de 95, mas jamais deixou de escrever e se reunir com seus produtores, procurando novas idéias para revolucionar o Mundo da Euromusic. Foi quando eles voltaram detonando em Why Did Ya no mês de Abril. Sem que Bart percebesse, começavam a surgir ali, as primeiras composições 'fixas' de seu primeiro álbum. Mas ainda era cedo para amadurecer essa idéia, apesar dos inúmeros pedidos de fãs, e também pela crítica ter publicado que essas músicas já seriam o suficiente para que um possível disco, se lançado, tivesse uma ótima vendagem e impulsionasse outros trabalhos de Tony. "Why Did Ya" não foi tão bem nas paradas, obtendo no máximo o posto de número 17 (em Israel). 1995 era um ano em que muitos projetos estavam se destacando, como Stephano Secchi (Talessa), Ally & Jo (Whigfield e Ann Lee), Fourteen 14 (Alexia e Due), entre outros. Então Mark e Adam resolveram entrar na onda e tentar um Single em parceria com mais alguém. O grupo escolhido foi nada mais, nada menos do que o inigualável "2 Brothers on The 4th Floor", que colaboraram cedendo desde os seus produtores até a voz sensacional de Des'ray. Todos a postos escrevendo a mais nova música de Tony, que sairia no finalzinho de 95, já beirando Janeiro de 96: ela era Turn Your Love Aroud. Sim, uma regravação! Mas não era uma simples regravação... Era um 'remake' do sucesso do mestre George Benson, cuja versão ficou chiquérrima! Sinceramente, esse era um som pra se tocar apenas em lugares de extremo bom gosto, e não em Night Clubs para o 'povão'. Um Balanço de arrepiar, jamais editado por qualquer grupo de Euro, mostrando a tamanha versatilidade desse Mega time de estrelas. Sem dar espaço pra divulgação do Hit, eles emplacaram quase que junto uma outra parceria, desta vez entre Bart e a cantora Italiana "Joe Tuff" em Show Me. Cá entre nós, sabe o que aconteceu? Quer mesmo saber?? Então lá vai: o estilo Ítalo-Dance conquistou o Mundo, batendo no Topo da lista em Israel, Itália e Espanha. Gostou? Pois era o que faltava pra que "Falling For You", seu primeiro CD chegasse às lojas, algumas semanas depois. O tão esperado álbum, com as consagradas e com novidades realmente deu conta do recado, como a crítica e os fãs diziam. Até o final de 96, mais de 50 mil cópias já haviam sido vendidas em torno do Mundo. Detalhe: havia um segundo CD de bônus. Quem comprasse o primeiro, levava na faixa o segundo, chamado "The Dance Remix Album", com versões remixadas dos seus grandes clássicos, e outras em formato 'Club Mix'. Ah, você quer saber quais foram os famosos Singles consagrados pelo lançamento do CD (aqueles que pegaram carona no sucesso do disco)?? Então anote aí: Love U More (Abril de 1997), um Dance maravilhoso, sempre no estilo fino de Bart, com pianos e batidas semelhantes ao Balanço de "The Real Thing". Também We Got The Love (Novembro de 97), um belíssimo Remix de The Real Thing (Setembro de 98), e finalmente I'll Take You There (Novembro de 2000). Durante esses 4 anos (96/2000), Di Bart lançou essas músicas 'encostado' no sucesso que seu álbum protagonizou. É difícil, muito difícil mesmo escolher um dos seus Hits para ser contemplado com o título de "Destaque Good Times", pois todos os seus trabalhos são marcantes e muito bem feitos. Essa nós deixamos pra você escolher ok? Comente em nossos links, dê sua sugestão, peça suas matérias e fique ligado! Novidades surgindo, nós passamos em tempo pra você!


Alexia
Alessia Aquilani, ou Alexia, nasceu na Itália em 1967 na cidade de La Spezia, e desde sua infância sempre gostou de cantar, tendo até uma pequena banda em sua juventude. Em 1985 Alexia ingressou na faculdade, e estudando mais sobre Ópera e Música, ela ficou cada vez mais popular em seu bairro e acabou montando uma outra banda chamada "Brother Machine"; era a porta de entrada para o sucesso! Em 1991, visitando um dos vários estúdios de gravações que conheceu, ela se tornou amiga de um produtor e empresário chamado Robyx, que a convidou para cantar ao lado do Rapper e Dancer Ice Mc. Convite aceito, era hora de trabalhar e colocar o sonho em prática! Eles percorreram vários países, lançaram Singles de arrepiar qualquer um, como Think About the Way e It's a Rainy Day. Tanta repercussão assim só poderia resultar em um convite para participar de um projeto chamado "Fourteen 14", que estava escrevendo a música Don't Leave Me. Faltava apenas uma vocalista com uma voz possante e ao mesmo tempo sensual, e Alexia estava lá, e aceitou de cara gravar com o grupo. O Single saiu em Novembro de 1994, fazendo explodir a parceria, que ainda teria mais um belo Hit produzido: Goodbye de 1995. Ironia do Destino ou não, após tanto sucesso assim, Alexia se viu obrigada a se separar do dueto com Ice Mc por atritos entre os seus empresários (Deus faz as coisas na hora certa mesmo). Ela permaneceu trabalhando ao lado de Robyx, que resolveu lançá-la em carreira solo. O resultado foi Me And You (de Julho de 1995), gravado com William (Double You). Reconhecimento imediato! Os anos se passaram, e com eles, mais músicas de arrebentar! Em 1996 ela lançou Summer is Crazy; em 1997 Number One invadiu as pistas com sua Eurobeat fascinante! E Uh La La La, que completou a trilogia perfeita para que o disco "Fan Club" fosse lançado (só aqui no Brasil ela ganhou 2 Discos de Ouro). Em 1997 veio a mágica Hold On (essa música é de fazer chorar de tão perfeita!!) e depois disso mais um álbum (o segundo) chamado "The Party", que consagrou Gimme Love, This Music I Like e Walking on Music. Alguns remixes de Singles antigos também foram lançados, além das novidades Ti Amo Ti Amo (de 2000) e Money Honey (de 2001). Em 2000 saiu "The Hits", sua primeira coletânea, que marcou o fim da parceria com Robyx. Alexia passou a cantar em Italiano, e lançou mais um CD em 2002. Mais Singles serão lançados ainda esse ano. Um é Ring, e o outro sai apenas para DJ's, estando disponível em versão 12", chamado If You Could Read My Mind. Essa é Alexia!



Double You
Double You, cujo nome verdadeiro é William, foi um dos grandes parceiros de Alexia, e é até hoje um famoso nome da Dance Music Mundial. Seu primeiro Single de trabalho foi Please Don´t Go em 1990. Com o sucesso dessa regravação, ele resolveu investir em mais uma outra boa música chamada Heart Of Glass, essa mais nova, lançada em 1994. Double You mandou ver ainda no mesmo ano o CD "The Blue Album", que trazia os hits Missing You e She's Beautiful, que foi sucesso no verão seguinte aqui no Brasil. Apesar de estar brilhando em sua carreira solo, ele optou por convidar algumas vocalistas para fazerem Backing Vocal em suas músicas, e foi assim que Sandy, a primeira a chegar, gravou Send Away The Rain e Because I'm Loving You, que também ganhou uma outra versão mais 80's. Depois veio Alexia, que retribuiu a gentileza de William (que participou do Single Me And You lançado no CD de Alexia) e detonou em Dancing With an Angel. Estavam ali algumas das canções de seu mais novo CD, que ainda contaria com If You Say Goodbye, Gonna Be My Baby, mais uma outra regravação chamada That's The Way (I Like it) e Gimme All Your Love. Vale a pena lembrar que esse disco se chama "Forever", e foi produzido meio a meio Brasil - Itália, mas dedicado especialmente aos fãs Brasileiros que compraram cerca de 150 mil cópias desse álbum, e fizeram com que William atingisse o topo das paradas nacionais com vários de seus Hits. E Double You agradeceu fazendo uma Turnê exclusiva aqui pelo nosso País, onde passou por várias cidades como Uberaba (MG) e Taubaté (SP). Em 1998 teve mais regravação, o Hit Ain't No Stoppin' Us Now foi muito bem aceito pela crítica nacional (é, parece que a praia de William era mesmo fazer ótimos 'remakes'). E se a receita já estava pronta, o jeito era usá-la cada vez mais. Prova disso são os Singles seguintes: Please Don't Go 2001 (que ainda teve outro remix em 2002), Message In The Bottle e I Fell You (também de 2001, esta última gravada num projeto paralelo com o DJ Marc èt Claude), Dance Anymore e I'll Be Over You (ambas de 2002), e sua mais recente bala: Everything I Do , I Do it For You (de Junho / 2003, conhecidíssima do público, pois a versão original é de ninguém menos que Bryan Adams). Atualmente Double You passou pelo Brasil, onde fez uma Turnê de 3 meses com vários shows que divulgaram o seu mais novo sucesso: What Can I Do?, uma balada romântica realmente muito bem feita, num estilo mais lento e diferente do "Soft Charm" presente em What Did You Do? (With My Love) e She's Beautiful. Que notícia boa não é? Esta passagem por terras nacionais presenteou quase todos os Estados, com apresentações em cidades como Campo Grande (MS), São Paulo (SP) e Aparecida do Norte (SP). E a avaliação do público foi bem positiva, parece que a galera gostou desse Single mais romântico. Ele vive dando as caras aqui pelo Brasil... Um de seus locais preferidos para detonar seus sucessos, é o ''Penélope'' às quintas-feiras, na Vila Olímpia em São Paulo capital. Em 2005 ele fez uma super parceria com um dos DJ's e produtores mais requisitados da Dance Music Mundial, o grande DJ.Ross!! Resultado dessa troca de maestrias: Singles de arrepiar!! O primeiro foi Everybody Get Up com uma levada totalmente Trance. No início de 2006 veio outra porrada, Beat Goes On, que sacudiu as pistas em todo o Brasil, que mostra um grande carinho por DJ.Ross também, fruto de suas passagens por aqui nos Festivais de Dance anuais, feitos pela Building Records. Em Julho, ainda 2006, chegou às lojas o Single The Volume, onde vemos Double You agora em nova parceria, com o produtor "GM". Mas o som segue a linha dos anteriores, com batidas marcantes, ainda resultado da mistura bem feita entre Old School & New Pop. Vale a pena conferir, é uma super dica Good Times!!! E fique ligado, pois quaisquer novidades estaremos passando pra você, certo?



Orange Blue
Um dos vários projetos paralelos que Melanie Thornton participou, se chama "Orange Blue". Apesar dela ser Americana, o grupo foi formado na Alemanha em 1994, tendo em sua formação vários conhecidos da cantora, como os produtores Amir Saraf e Uli Brenner. Nascida em 1967, Melanie rodou por muitos e muitos estúdios na Suíça, Alemanha e Espanha, até encontrar o sucesso com o La Bouche no final de 93. No auge de sua Fama, depois de arrebentar com as belas "Sweet Dreams", "Be My Lover" e "Fallin' In Love", Melanie recebeu uma proposta irrecusável para começar a participar de projetos paralelos, como o 'Joy-Lab' (onde lançou o sucesso "Freedom"), o 'Comic' (responsável pelo Single "I Surrender To Your Love"), e o famosíssimo 'Le Click' (dispensa comentários, basta ouvir "Tonight Is The Night"). Outra parceria que acabou estourando também, apesar de apenas dois Singles lançados, foi com o grupo 'Orange Blue' no final de 1994. Em Dezembro saiu o Hit If You Wanna Be (My Only), que ficou por vários meses na parada Mundial, conquistando ótimos Top 10's. Lançada em duas versões de arrepiar, e em pleno Verão aqui no Brasil, a música entrou rapidinho nas principais rádios que tocavam o estilo Euro. Alguns meses se passaram até que em Maio de 1995 outra belíssima canção chegou aos DJ's: Sunshine Of My Life, que corajosamente competiu com Singles de 'responsa' como "Dreaming Blue" do Jamie Dee, e "Another Ilusion" do Rix-Thyna. Melanie Thornton cedeu sim sua voz maravilhosa para o primeiro sucesso, mas infelizmente o segundo não contou com ela, embora tenha sido considerada uma das melhores baladas da Eurodance Mundial, com beats totalmente chiques e toques ímpares. Gravada na Itália, "Sunshine Of My Life" foi produzida por um outro time de DJ's, talvez seja esse o motivo pelo qual Melanie não tenha continuado a parceria. Nesse meio tempo, a cantora ainda cuidava de todos os arranjos e composições do La Bouche com seu parceiro e Rapper Lane McCray Jr., acredite! Palavras de Melanie: "Sabe, olhando lá pra trás, parece que tudo aconteceu tão rapidamente. Eu não conseguia me dar conta que tudo aquilo estava acontecendo. De repente lá estava eu dentro de um estúdio, fazendo gravações com Amir e Uli em 1993...". Em 24 de Novembro de 2001, Mel se despediu desse Mundo de uma forma trágica: viajando para promover o seu mais recente Single naquela época (Wonderful Dream: Holidays Are Coming), o avião em que estava caiu e ela veio a falecer. Segundo opiniões de vários críticos, o Single In Your Life (o último de sua vitoriosa carreira solo), foi considerado a sua melhor composição. Estaremos mudando de endereço em breve (com certeza muito melhor que esse lixo de Blogger), e iremos homenagear essa cantora inesquecível e perfeita, com os dois sucessos maravilhosos que o Orange Blue nos presenteou. Logo logo nós estaremos trazendo as músicas e suas respectivas letras. Caso você queira saber mais sobre o La Bouche, continue rolando a página até o final, que com certeza você irá encontrar mais dados sobre toda a trajetória da banda e também de Mel T.





Karina
Seguimos em frente com a nossa viagem pelo Mundo da Música!! O Good Times faz agora uma homenagem à cantora "Karina", que também deu uma boa força pra nossa Eurodance ficar mais conhecida lá fora. Com o apoio de André Werneck (Produtor e DJ), Eugênia Guerrera (Designer) e Paulo Jeveaux (também Produtor), Karina gravou e divulgou o seu primeiro Single chamado Vidas Nuevas. Esse som foi um verdadeiro sucesso aqui no Brasil, chegando a fazer parte de várias coletâneas das principais rádios Pop-Dances. Dançamos muito! Até que Sin Porqué foi lançada. Estamos no finalzinho de 96, abrindo o Verão de 97 com essa puta pancada. Muito boa composição, feita nos mesmos beats da anterior, e classificada como 'tão boa quanto'; resumindo, uma Dance Music gostosa de se ouvir. Daí pra frente, outros Singles foram chegando: La Noche, Tu Ritual e Mi Debilidad. Em Setembro, ainda de 97, Karina lança seu primeiro disco completíssimo! Todas essas músicas citadas faziam parte do álbum. Destaque para as belíssimas baladas românticas Primera Vez e In The Name Of Love (gravada com o mestre Double You). Versões Remixadas e ótimas Extenteds completavam o CD. Já em 1998, quem deu uma ajuda e tanto na produção e na composição das novas canções, foi o cantor e marido Vinny (o mesmo de "Heloísa Mexe a Cadeira", "Te Encontrar de Novo" e "Shake Boom"). Um segundo CD chamado "Porque Si No Estas" chegou às lojas ainda no mesmo ano, trazendo ótimas músicas como a faixa-título Porque Si No Estás e a versão Club Mix de Dejare. Algumas infos e curiosidades: Vinny é doido por Sushi e Vídeo Game, estudou Psicologia e também Direito, e atualmente mora no Rio de Janeiro com Karina e um 'rebento'. Logo abaixo continuamos dando aquele gás nos talentos que o Brasil possui!! É o Good Times valorizando quem merece!!!




Gottsha
E mais uma 'prata da casa' dá o ar da graça por aqui. Estamos falando da cantora Brasileira Gottsha Gottlieb, ou simplesmente Gottsha, seu nome artístico. Cantora e atriz, ela começou a fazer parte desse meio com apenas 14 anos. Seu primeiro sucesso chegou às rádios em Janeiro de 1995: No One To Answer foi distribuído e muito bem aceito em cerca de 50 países, fazendo com que as pessoas conhecessem um pouco mais sobre o estilo Eurodance de Gottsha, e acima de tudo, incluíssem nosso país na vasta lista de grandes produtores. Ela foi a primeira cantora Brasileira a cantar em Inglês (logo depois vieram Corona, Mr.Jam, Any Second, e Lulu Joppert). Por aqui, dançamos muito ao som desse primeiro Single, e recebemos com muita alegria e ansiedade a segunda música de trabalho chamada Breakout, liberada em Abril de 95, com direito à edição especial só com remixes. Sucesso total! O Rio de Janeiro ficava cada vez mais conhecido, tamanho o sucesso de Gottsha, que arrebentava nos vocais. Todas as rádios e boates que rolavam a Eurodance, passaram a detonar o mais novo lançamento da brasileirinha, que via sua carreira ir cada vez mais longe. Saía então o seu primeiro álbum, gravado e produzido em terras nacionais: "Gottsha - No One To Answer". Sua popularidade e versatilidade ficaram cada vez mais evidentes, quando em Setembro o hit So True (que também fazia parte do CD) começou a ser trabalhado. Só pra você ter uma idéia, suas composições fizeram parte de cerca de 20 álbuns, entre coletâneas, lançamentos de rádios, TV's e DJ's. "So True" era mais light, mais branda, mais gostosa de se ouvir, trazendo o estilo Charm para o topo das paradas cariocas, pra variar um pouco. As maravilhosas Do You Wanna Love Me? (que contou com um disco só de remixes também, em Novembro de 95), Sound Of Love (Janeiro de 96) e Dance The Night Away (Março de 96), foram chegando aos poucos e tomando conta das rádios por aqui. Sunshine In Your Eyes
completava a lista. Começaram então a chegar convites para participações como backing vocal em alguns projetos. O primeiro a se pronunciar foi Double You, que regravou o sucesso That's The Way, e depois uma outra banda nacional, o Mr.Jam, que chegou mandando ver em 2 Late 2 Stay. Com essas parcerias rolando, Gottsha se aperfeiçoava cada vez mais em seus trabalhos, até que em 97 ela fez a sua estréia profissional no Teatro, com o Musical "As Malvadas" (de Charles Möeller e Cláudio Botelho). A partir daí, uma nova fase tomou conta da vida da cantora, agora atriz! Entre trabalhos nos palcos e nas telinhas, Gottsha tentava conciliar a correria dos shows e das gravações com seus espetáculos. Toda essa fama também rendeu alguns clipes para a MTV Brasil, além, claro, da trilha sonora de "As Malvadas", uma regravação de um clássico da Disco Music: I Love The Nightlife, original de Alicia Bridges, Single esse que ganhou 9 remixes, sendo um deles ao vivo, em mais uma edição especial de lançamento (um verdadeiro sucesso). Chegamos em 1999, e nos deparamos com a 'mil e uma utilidades' no espetáculo Infantil "Quem Inventou o Brasil?" (de Karen Acioly), e também há pouco tempo em mais um Musical: "Cole Porter - Ele Nunca Disse Que Me Amava" (dos mesmos diretores de "As Malvadas", sucesso de público e crítica por cerca de 2 anos no RJ e SP). E não pára por aí não! Ela ainda lançou no ano de 2000 mais um hit de nome I Just Wanna Love You em mais um projeto: o InSoul. Atualmente, Gottsha tem escrito algumas canções, mas está atacando mais de colaboradora do que cantora, mandando seus trabalhos para grandes produtores, dando aquela força para as bandas que estão começando. Ela também declarou que, se mais algum Single for lançado, com certeza deverá obedecer aos beats mais Softs e Chiques da Light Music.




Joy Salinas
Em Abril de 1991, o Mundo todo ficou conhecendo aquela que seria uma das maiores sensações da Eurodance: Joy Salinas. Sua porta de entrada foi a França, onde estreiou com Rockin' Romance, que ganhou remixes de Black Box e DJ Herbie. Ainda era cedo para que Salinas ficasse conhecida, então o grupo resolveu lançar mais dois Singles: The Mystery of Love (Novembro de 91) e Stay Tonight (Abril de 92). Já estavam ali algumas das canções que fariam parte de seu primeiro disco, chamado "Joy Salinas", que faria com o que a banda ficasse conhecida em toda a Europa. O Império começou a se solidificar em Maio de 1993 com o lançamento de Bip Bip, já sob forte influência da Eurodance. O estilo fino de se fazer músicas havia chego para ficar, tomando conta do Top 10 Francês, e das Night Clubs Italianas. Mas o melhor ainda estava por vir: o Hino Nacional People Talk. Com essa música, Joy Salinas viu a fama de pertinho, e não a deixou subir pela cabeça; soube controlar, administrar os resultados e traduzir tudo isso em forma de muito trabalho. Estamos em Janeiro de 94, Verão Brasileiro. Esse som acertou em cheio nossas pistas, fazendo com que todos cantassem "People People People Talk, People People People Talk, Here We Go!". E claro, mais uma vez estava presente a moda de 1992 e 93: a mistura de vocais femininos com um rapper. Quem deu o ar da graça foi o cantor Melvin Hudson, que jamais imaginou fazer tanto sucesso assim com um Single. Joy Salinas simplesmente engoliu os 5 Continentes, reforçando a boa e nova Eurodance, que trazia astros como Me & My, General Base e Newton, todos já apavorando. E a ótima fase foi mantida com a chegada de Gotta Be Good lançada 5 meses depois, Junho de 94. Com remixes feitos pela galera do "Cappella", esse som continuou levando o público ao delírio, e fechando o ano com um ótimo balanço, mais do que positivo. Joy Salinas abriu 95 com força total! Produzido também na França, o Single Callin' You Love chegou arrebentando tudo, e colocando mais uma vez o grupo no Top 10, dessa vez aqui no Brasil, onde conseguiu um ótimo 'feedback', emplacando o trabalho em várias coletâneas de rádios. O sucesso mais do que comprovado rendeu outro álbum: "Bip Bip", que fez explodir canções como Let Me Say I Do (Abril/95) e Deputy of Love (Dezembro/95), além das anteriores citadas. A partir daí, o grupo começou a encontrar dificuldades em inovar, já que as idéias começavam a se esgotar cada vez mais rápido, tendo em vista o grande número de bandas que se lançavam no mercado em busca de destaque. Durante 11 meses eles se abstiveram de tudo e todos, e se reuniram em busca da música e estilo ideais. Somente em Novembro de 96 eles voltaram à cena com Give Me a Break, com batidas mais definidas, tendendo à Trance Music. Ainda sob distribuição da Spotlight Records aqui no Brasil, o Single não fez muito sucesso, ficando de fora do Top 20. Mesmo assim mais um álbum ainda foi lançado, de nome "Dream in Paradise", que consagrou 3 meses depois a faixa-título do disco, confirmando a volta à Dance Music, esquecida no baú da evolução. Dream in Paradise não trouxe vocais de rappers; apenas pianos deliciosos de serem ouvidos, a voz sutil de inesquecível de Salinas, que mais parecia cantar com o coração, sem se preocupar com os resultados ou com retorno algum por parte dos fãs. De fato mesmo, esse pode não ter sido um lançamento "comercial", mas com certeza foi o mais chique presente que recebemos dessa maravilhosa cantora. Não temos notícias do que aconteceu com os integrantes do Joy nos anos de 98 à 2002. A única informação que temos, é que em Maio de 2003 um Single sob os cuidados do nome Joy Salinas foi lançado na Europa, chamado I Can't Stop e produzido pelo mesmo bom e velho DJ Herbie. Enquanto não temos maiores informações, vamos curtindo todas as balas dessa banda que é simplesmente uma das principais das Eurodance Mundial. E cuidado pra não passar mal hein?


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DJ Dado
Flavio Daddato (ou DJ Dado) fez toda a sua fama na Itália, começando a estourar com o Tema do seriado "Arquivo X" lançado em Março de 1996, atingindo o Top 10 em todo o Mundo (primeiros lugares em Israel e Itália, sexto no Countdown geral Europeu, e oitavo no Reino Unido). Mais de dois milhões de cópias foram vendidas desse Single. Mas antes desse sucesso todo, Flavio deu as caras no Mercado duas vezes, com Same em Abril de 94, e Face It de Novembro de 1995, ambas sem grande retorno, que foram consideradas como se Dado apenas estivesse "mostrando melhor o seu trabalho para todos". Três meses depois do estouro do Tema de "Arquivo X", chegou Metropolys, o seu novo Single. Foi tão bom quanto o anterior, pois conseguiu manter o DJ nas paradas, e o melhor de tudo, no Top 10 Internacional. Para confirmar cada vez mais sua imagem e seus ótimos trabalhos no cenário Mundial, Dado produziu e lançou o seu primeiro álbum completo ainda no final do ano. "The Album" revelou grandes sucessos como Mission Impossible e Revenge (já sob novo selo). Com uma ótima aceitação do público, encontramos então DJ Dado começando o ano de 97 com força total, de gravadora nova e tudo mais, emplacando belíssimas músicas e parcerias perfeitas com ótimas vocalistas. Logo em Janeiro veio Shine On You Crazy Diamond, que permaneceu por 2 meses na parada Mundial, obtendo mais um Top 10 pra carreira. Os rumores de um novo disco começavam a circular aos poucos, tomando cada vez mais forma quando Dado lançou a memorável Coming Back, evidenciando assim os vocais Pops e insuperáveis de Michelle Weeks. Gravada em seu próprio estúdio localizado em Nova York, produzida e mixada na Itália, essa bala saiu em Junho (estamos em 97, não se esqueça), com uma levada impressionante, pianos e beats secos, tudo o que os fãs gostariam de ouvir e um pouco mais! Estava sendo traçado ali mais um marco na carreira desse sensacional produtor e DJ, que também trabalhava com outros grandes nomes do meio, como Salsotto e Fargeta. E se a primeira experiência rendeu diversos frutos, a receita obviamente teria que ser reutilizada em novos trabalhos! E foi o que aconteceu em Dezembro com a música Millenium, em parceria com Dirty Minds. Durante vários meses os resultados foram super animadores, e assim DJ Dado e companhia resolveram gravar mais uma porrada com os vocais de Michelle Weeks. Estamos agora no mês de Junho, ano de 1998, quando o Single Give Me Love foi produzido e lançado com versões "Club Mix", "Dub" e "Extented", todas a cargo de nada mais nada menos do que "Full Intention". Chegava a hora de um segundo álbum invadir as lojas, completíssimo de novidades, e também trazendo as melhores do primeiro CD. O nome, mais do que apropriado, era "Greatest Hits & Future Bits". E mais trabalhos começavam a chegar: a próxima vocalista a aceitar o convite de DJ Dado foi a maravilhosa Simone Jay (a mesma de Wanna Be Like a Man). A música Ready or Not foi gravada em Dezembro de 98 e lançada em Janeiro de 99, e chegou ao Mercado com uma métrica muito bem feita, reunindo todos os quesitos necessários para que um som fosse bem curtido numa boa balada pela noite. Ainda mais quando os Remixes ficam por conta de "Jaydee" (o mesmo de Plastic Dreams e "Steve Silk"). Com um grande espaço na mídia, sendo comentada em grandes revistas e playlists Mundiais, essa música foi uma das principais baladas nas Night Clubs Alemãs e Inglesas. Em Março de 99, DJ Dado correu novamente até Nova York, decidido a gravar outro Hit com Michelle Weeks, e depois de 2 meses de empenho saiu Forever, que incluía grandes remixes. Um terceiro disco ainda foi editado com o nome de "Greatest Themes '99". O tempo ia passando e o intervalo entre os lançamentos começava a crescer também, entretanto outras parcerias continuaram a serem feitas, como em Where Are You? (Setembro/99 com Nu-B-Ja), You & Me (Maio/2001 com J.White) e One & Only (2002, com a Eurogirl Nina, a mesma de The Reason is You). Ainda em 2002 foi feito um 'remake' de "X-Files Theme" no mês de Abril. DJ Dado segue produzindo e remixando sucessos ao redor do Mundo, trocando conhecimentos e cada vez mais crescendo em sua bela carreira. Assim como ele, alguns DJ's e produtores de peso, como Molella e Thunderpuss, também estão na ativa há anos levando música de qualidade para todos os que curtem uma boa balada. Em tempo! Acreditamos que em breve poderemos conferir mais um grande trabalho de DJ Dado, assombrando as pistas de todo o Mundo mais uma vez. Estamos aguardando por novidades!


Paradisio
Os Belgas do "Paradisio" chegaram com tudo em 1994 com a música Un Clima Ideal. Tudo por causa dos produtores Patrick e Luck, que sob o pseudônimo de "The Unity Mixers" ficaram impressionados com os dotes vocais da Espanhola Marisa Garcia. Logo ela se enturmou com os caras, e passou a morar na Bélgica, onde a combinação perfeita entre criatividade, talento, muito carisma e amizade, rendeu esse primeiro trabalho. Passávamos um frio enorme aqui no Brasil, quando o Single estreiou nas pistas, arrebentando num clima Caribenho de cair de tanto dançar. Em meados de Maio de 1996, o Paradisio lançou mais um super trunfo: Bailando, afinal de contas, já estava mais do que na hora de tentar cobrir o sucesso da anterior. Dito e feito! Com a excepcional marca de um milhão de cópias vendidas no Mundo antes de acabar o ano, a voz sexy de Marisa invadiu as rádios e dominou os topos dos Charts na Itália, na Bélgica, Finlândia e Dinamarca, tudo de uma vez só. Uma energia incrível tomava conta das pessoas, que cantavam em coro: "Bailando, bailando, amigos adiosss, adiosss el silencio loco". Não se falava em outra coisa a não ser essa bendita música. Só pra você ter uma idéia, o Single alcançou, somente na França, metade do que o anterior havia vendido (mais de 450 mil cópias), sendo também disco triplo de platina na Suécia, abafando uma mania que se chamava "Ace of Base". Com Vamos a La Discoteca foi a mesma coisa! Tanta aceitação assim só poderia render um super álbum, chamado "Paradisio". A Europa foi a primeira a receber o disco, e sabe-se lá se ele chegou aqui no Brasil; se chegou, poucos têm. Tanto o lançamento do Single, como o do CD, rolou em 97. A partir daí, novas músicas chegaram ao mercado; são elas: Bandolero (editado ainda em Setembro de 96, mas relançado com o disco em Maio de 97) e Dime (Lê-se "Daime") em Outubro de 97, fechando o ano com um sucesso invejável! A vocalista Marisa já era considerada um verdadeiro símbolo, por sua sensualidade, maquiagens e figurinos que usava nas apresentações. O jeito então foi curtir a fama, estacionando um pouco os trabalhos, tanto que o sucessor de "Dime" só chegou na metade do ano de 1998. Se chamava Paseo. Juntamente com uma outra decisão (a de lançar só um Single por ano), rumores de separação começaram a rondar a mídia, logo atingindo os fãs, ou seja, isso acabou custando bem caro para o grupo, que viu o Ibope de Marisa cair pelas tabelas. Ela não aguentou a pressão e acabou deixando os companheiros, que investiram em uma nova vocal, que gravou em Julho de 99 a música Samba Del Diablo. Contudo, eles conseguiram se arrastar até 2001, adotando a mesma estratégia de muitas bandas que estavam caindo nos charts: a regravação. A vítima foi Vamos A La Discoteca, lançada em 96, que ganhou uma nova cara e uma nova voz também. Mas nós não sabemos se a vocalista (de nome Alexandra), é a mesma que substituiu Marisa em "Samba del Diablo". Consta ainda que um CD de nome "Propaganda" foi lançado, mas não temos a data. Vamos nós nos beats de "....num paraiso que se chama Paradisio"...


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Kate's Project
Seguindo quase que a mesma linha de Andrew Sixty, o grupo Kate's Project foi mais um expoente da Eurodance, não só se destacando por dar uma nova cara à músicas Pops da época, mas também por trabalhar no conceituadíssimo "Sistema de Lançamento de Singles", onde a procura por discos ou CD's completos, com todas as músicas de um grupo, era impossível. Os covers e as versões extasiantes dessa galera, invadiram os charts em Novembro de 1992, quando foi lançado o hit Wuthering Eights, original de Kate Bush. Como o próprio nome já dizia, o projeto contou com várias vocalistas e integrantes de outras bandas, como "Plastika Love And Heart" e "Masquerade". Em Maio de 93 saiu o remix do Single Time After Time, original de Cindy Lauper. Apesar de uma outra banda chamada INOJ também ter regravado essa música (e ter contribuído com uma boa parcela para o fortalecimento do estilo Freestyle no Rio de Janeiro), a versão do Kate's Project era simplesmente arrasadora! O nome do grupo começava então a pegar força aos poucos a partir desse lançamento, e acabou dominando durante 6 meses as rádios por aqui. Já as boates, optaram por outros remixes na hora de fazer a galera dançar na noite. Em Novembro, voamos de encontro ao êxtase em Ecstasy of Flight, mais uma bala que o projeto detonou. Mas a agitação total veio mesmo quando os beats de You Can tomaram conta da cena, em Junho de 1994. O Single caiu como uma luva nas boas investidas dos produtores Italianos. Verona seria então o palco da grande revolução Dance do país naquele ano. A vocalista Jenny deu um show de interpretação, deixando o público e a crítica sem palavras para definir o que estava acontecendo. O hit saiu em um disco que ainda trazia duas versões de um "Lado B" chamado "The Beat That Makes You Move". O sucesso foi tão grande que nós só ficamos conhecendo o próximo Single de trabalho depois de 9 meses! Lá estava ele: No More I Love You's, de Março de 95. Com certeza o maior e melhor ano da Eurodance, onde milhares de ótimas composições disputavam um lugar nos Top 20's Mundiais. Israel, Alemanha e Itália são ótimas referências de termômetros, para sabermos em que nível está a aceitação do público em relação aos lançamentos. "No More I Love You's" foi gravada originalmente por Annie Lennox, e ganhou remixes a La 'Everything But The Girl' e 'Real System', precursores de um estilo impressionante de se fazer músicas, com batidas que lembravam muito a Garage Music. Viramos o ano de 96 ouvindo mais remixes, desta vez de Heart And Soul editada em Fevereiro. Produzida por Farina e Crivellente, e com uma ajudazinha do mestre F.Turatti, o hit foi mixado e remixado mais uma vez em casa: Verona. Um disco com 3 remixes é o resultado desse trabalho todo. O Kate's Project seguia a todo vapor, e para deixar os fãs mais doidos ainda, saiu I Got To Believe em Junho de 96. Não há outra palavra para explicar o conteúdo, a energia, o ritmo e a métrica da letra, senão "excepcional". Lá fora nós não sabemos como foi o desempenho desse Single, mas em terras Brasileiras... sai de perto! "I Got To Believe" entrou no Top 20 nacional facilmente, e foi uma das mais tocadas de 96, com direito à integrar coletâneas de rádios e boates. O sucesso foi estrondoso, e talvez tenha sido o maior que a banda já teve, pois a partir de 97 a Eurodance já começava a dar sinais de fraqueza, com composições menos criativas e mais Technos. Sutileza e finesse em integração total em "I Got To Believe"; essa foi a conclusão mais comentada nos bastidores da mídia. Vamos seguindo em frente! Em 1997 ouvimos novos trabalhos, entre eles Locomotion e I Don't Wanna Believe, esta última de Novembro, e que contou com a participação de uma equipe monstruosa na produção, cerca de 15 pessoas, entre produtores, vocalistas, bandas e outros projetos. O resultado até que foi agradável, mas não como o de "I Got To Believe". Antes de voltarem à cena com vigor e fama novamente, os integrantes do Kate's Project ainda obtiveram fracasso em outro lançamento: A Better World (Janeiro de 98). Pouco havia se feito em 97, e obviamente o resultado não foi agradável. A busca por novos rumos em uma época já em decadência era cada vez menos otimista. Mas como a esperança é a última que morre, um belo dia A.Bindella, F.Serra, M.Farina e G.Crivellente conseguiram escrever, gravar e mixar mais um grande Single. Marque a data: Março de 1998. A música? If You Can Say Goodbye, prato cheio para quem ainda aguardava um mísero sinal de vida da Eurodance, já em final de Império. No CD promocional, a expectativa de voltar às paradas Mundiais, trazendo com essa composição, alguns remixes de um dos primeiros trabalhos da banda: "You Can". Uma outra tentativa de ressucitar hits através de remixes, foi feita com A Better World e I Don't Wanna Believe, já em 1999, que acabaram se tornando menos chatos e mais familiares aos nossos ouvidos, com os ótimos 'remakes' feitos. E a turminha continuava na estrada! Em Abril de 2000 saiu Baby You Can Help Me, gravada e mixada sob a marca da "21st Century Records". Curiosamente (em time que está ganhando não se mexe) a equipe e a cidade continuaram as mesmas, mas os espaços entre os lançamentos começaram a aumentar. Prova disso é que depois desse Single, o próximo só veio após 1 ano e 7 meses! Isso mesmo. Foi o suficiente para que inúmeros grupos ingressassem na mídia e na briga pelo sucesso, já que em 2001 encontrávamos a Eurodance completamente extinta (já há 3 anos praticamente), e nem mesmo a parceria com o vocalista Ken Laszlo (que inclusive também estourou com um Cover - Video Killed The Radio Stars) segurou a onda em One Small Day. Atualmente não temos informações sobre o paradeiro de Kate's Project, e quaisquer informações, estaremos divulgando aqui para você, ok?



Intermission
Ela é Americana, mas o grupo, adivinhem só de onde é! Se você respondeu Alemanha, acertou de novo! Lori Glori, essa morenassa que tem uma voz poderosíssima, porém sensual, chega fazendo pressão total aqui no nosso Good Times. À frente do grupo "Intermission", Lori era mais do que uma vocalista; ela era alegre, dedicada, brincalhona, batalhadora! Todo o ritmo que encontramos nas composições das quais participou, deve-se à Lori. Dirigido pelos produtores Michael Eisele e Dietmar Stehle, o Intermission fez várias parcerias com outras bandas de grande expressão Euro, como Loft e Captain Hollywood Project. Mas, vamos nos situar: estamos em Março de 1993. Se enganam aqueles que pensam que a primeira música de trabalho do Intermission foi Piece of My Heart. O Single Honesty foi quem estreiou a banda no mercado da Música. As boas vindas até que foram bastante agradáveis e animadoras para eles; a música entrou em dois Top 20's (em Israel e na Alemanha). Lori Glori ficou apenas observando todo o talento da vocalista Nina, convidada pelos produtores à atuar. Não havia nenhum contrato; o que acontece é que nessa época, Nina estava indo de vento em poupa com sua carreira solo, e os caras acharam legal que ela inaugurasse o Intermission, não como um projeto, mas sim como um acontecimento festivo. Durante um ano, eles trabalharam essa composição, que estourou mais no Exterior do que aqui no Brasil. Em Abril de 94 chegava então a vez de Six Days apavorar qualquer um que ouvisse esse som maravilhoso; com seus beats super dançantes e versos provocantes que diziam "Você é um homem, você tem que ser meu amante! Não me decepcione, eu não quero outro", o hit também entrou facilmente no Top 20 Alemão, e arrebentou nas Night Clubs Brasileiras. As rádios, em plena comunhão, se renderam ao sucesso, fazendo com que a fama de Lori Glori e companhia crescesse cada vez mais. Sem muito tempo para curtir o 'feedback' desse trabalho, eles resolveram emplacar mais uma super composição; agora sim era a vez dela: Piece of My Heart detonou com seus órgãos, sua batida totalmente envolvente, e claro, os vocais mais do que sensuais de Lori, em parceria com um rapper. O 'taboo' vocalista + rapper continuava de pé! Com essa formação, eles conseguiram atingir uma posição melhor em algumas listagens. Subiram de Décimo Oitavo para Décimo Primeiro em Israel, e alcançaram o Décimo Terceiro posto na Alemanha. Partindo do princípio de lançar apenas Singles, segurando um possível álbum de estréia, o grupo ainda lançou mais uma música antes de anunciar o disco tão esperado pelos fãs. Give Peace a Chance nos trouxe mais que um ótimo trabalho. Nos trouxe um pedido de conscientização, frente a um Mundo cada vez mais triste e afetado pela violência. O Intermission pedia uma chance à PAZ! E não deu outra. O 'apelo' rendeu bons frutos, e o tão sonhado disco de estréia começou a tomar formas mais concretas, passando do papel para o estúdio. De Outubro de 94 à Outubro de 95, eles deram duro, trabalharam muito, e depois de um ano saiu a notícia que todos queriam ouvir: "Piece of My Heart", o CD completo já estava nas lojas!! Delírio total, e claro, correria para saber quais as outras preciosidades que completariam o álbum, já que nós conhecíamos apenas 4 das 12 faixas que o disco trazia. Em Dezembro de 95 matamos a curiosidade! Ficamos sabendo que I Can't Stop Loving You (toda sinistra), Love Sensation (Dance Music na cabeça), It's My Life (uma verdadeira porrada sem igual, de fazer tremer a casa), e I Know (que mais parece música de Aeróbica, risos) foram super bem cotadas no Exterior, fazendo com que o grupo fosse às nuvens, encontrando definitivamente o estrelato. O álbum foi um sucesso, uma verdadeira preciosidade! Eles abriram o ano de 96 mandando ver com All Together Now e Miracle of Love, duas pancadas de dar água na boca, puxando um pouco mais pro estilo agressivo, mais Trance. Renovando o estoque de lançamentos, tivemos ainda Real Love (Novembro/96), Planet Love (Maio/97), e Blow Your Mind (Setembro/97). Até então, esse foi o último Single considerado inédito, pois durante um bom tempo eles ficaram sem lançar nada de novo, apenas divulgando os trabalhos já existentes, viajando pela Europa, fazendo shows com DJ's e remixando todas! Atualmente não sabemos se eles ainda estão na estrada, mas a última informação que nos chega, é que um Remix de "Piece of My Heart" foi lançado em Junho de 2003, com produção dos DJ's Grey e Frost. Estamos no aguardo de novas infos sobre o Intermission, essa banda imponente, chiquérrima, e super entendida de quaisquer estilos que coloquemos em sua frente. Eles detonam tudo! E merecem nosso destaque por aqui.


Snap!
E dá-lhe Alemanha, imperando aqui no Good Times! Vamos relembrar agora uma das bandas mais conhecidas da Dance Music no Mundo: o "Snap!". Michael Muenzing e Luca Anzilotti despontaram para a fama ainda no final dos anos 80, mais precisamente em 1989 com o Single The Power. O peso da estréia não abalou o grupo, que com os vocais de Penny Ford (que já deu uma força para Chaka Khan, Kool & The Gang e The S.O.S. Band), estourou o hit nas grandes capitais do Mundo. De um lado o Snap! arrebentava com Penny, e de outro, o rapper Turbo B. se consagrava como um dos responsáveis por essa famosa "mistura" entre vocais femininos sendo complementados pelas vozes impositivas de um rapper, em pleno Flash House. Essa "nova tendência" culminaria na Euro Music, com grupos como Captain Jack, DJ Company e ainda o próprio La Bouche, que experimentariam dessa poção mágica, que é cantar em duplas. Turbo B. participou também de outros projetos como "Moses P." (1989) e "Rocksteady Love" (no final dos anos 90). "The Power" foi um Single muito bem feito, com uma batida impressionante, guitarras e efeitos inovadores. Mas o talento do Snap! não parava por aí. Outros vocalistas também passaram pelo grupo: Thea Austin, Nicki Harris e Summer. E foi com o talento dessa galera toda, que o primeiro álbum foi lançado: "World Power" saiu ainda em 89, e abriu a Década de 90 em grande estilo, consagrando os hits Ooop's Up, Mary Had a Little Boy e seus pianos mágicos, e ainda Believe The Hype. Um ritmo alucinante tomou conta de todos, que foram percebendo aos poucos de ali estava nascendo um novo estilo: a Dance Music. O Flash House começava a ficar para trás, mas ainda tinha muita lenha pra queimar. Por esse estilo ainda passariam grupos como Culture Beat, Erasure, Mc Jack & Sister J. e muitos outros, que seriam meio que obrigados a mudar seus estilos do House para a Dance Music. O Snap! com certeza foi um dos precursores do Dance. Por dois anos a galera dançou, e muito os grandes sucessos de "World Power", até que em 1992 chegou o segundo disco da carreira: "The Madman's Return". De cara, a música Rhythm Is a Dancer foi trilha sonora da novela "De Corpo e Alma" da Rede Globo de Televisão, que a usava "sem dó" como Single oficial do eterno "Clube das Mulheres". Pois é, quem pode, pode! E a Rede Globo acabou consagrando essa música aqui no Brasil, que passou a ser tocada de hora em hora nas rádios. Até mesmo as mais populares se curvaram ao sucesso desse som. Outra que abalou geral foi Exterminate, que abriu o ano de 1993 botando pra quebrar com beats totalmente misturados. É meio impossível dar um diagnóstico para essa verdadeira obra-prima do Mundo da Música. Podemos arriscar, dizendo que "Exterminate" era algo do tipo Drumm n' Bass misturado com Garage, ou ainda uma Euro-Trance Music. Realmente não sei (risos). Só sei que é uma das favoritas de quem curte o Snap!. Pouco depois, Do You See The Light? chegou nas paradas, causando uma ligeira impressão de que teria sido gravada pela cantora Rozalla (a mesma de "I Love Music" e "Faith"). Mas os boatos não se confirmaram, e o Snap! seguiu firme no cenário dançante Mundial, revelando em 1994 o talento e a leveza da vocalista Summer, que gravou a faixa-título do terceiro disco da carreira da banda: Welcome To Tomorrow. Esse trabalho contou demais com a participação de todas as vocalistas, sendo que Turbo B. estava dando uma força no projeto Centory, e acabou não participando das gravações. A música que dava título ao disco era simplesmente arrepiante, deixando a certeza de que "misturar beats" era uma praia da qual o Snap! entendia, e muito. Permita-me um aparte pessoal: "Por mais dançante e agitado que fosse esse Single, os vocais de Summer não conseguiam esconder a tristeza que a própria métrica da música pedia e passava pra nós. Ela gravou de um jeito todo especial, como jamais vi em toda minha vida. Foi simplesmente triste e perfeito. Ouça! Mas esteja preparado para o que vai ouvir". Bom, a partir daí outras balas vieram, e o trabalho de Summer apareceu mais uma vez em The First The Last Eternity (Till The End). Outra que se deu muito bem foi Dream On The Moon, fechando muito bem o ano de 1995. Já se passavam 6 anos, e lá estava o Snap! firme e forte, fazendo moda e agora lançando um verdadeiro presentão para os fãs: 2 belos álbuns só com remixes. Eram eles: "The Attack!" volumes 1 e 2, dos quais relembramos desde quando tudo explodiu, com "Rhythm Is a Dancer", até a recente The World In My Hands, mais uma em que Summer arrebentou. Como nessa época a Eurodance era a bola da vez aqui no Brasil, os sucessos remixados da banda não chegaram a tomar conta das rádios, mas foram bastante tocados nas pistas de dança. Já no Exterior com certeza o nacionalismo falou mais alto, e os hits regravados alcançaram grandes posições nos charts da Alemanha e Europa. Durante quase 4 anos, a galera do Snap! deu uma sumida, e não se sabe onde foram parar (risos), mas sabe-se que eles voltaram em 2000 com um novo disco, ressurgindo do nada para o Mundo com "One Day On Earth". O Single Gimme a Thrill nos deu ótimas notícias: o bom e velho Turbo B. estava de volta, agora acompanhado de uma nova vocalista chamada Maxayn, que já trabalhou com Cher e Tina Turner. Desse álbum são destaques: Money Dance, Angel e Passion. Foi um bocado difícil voltar à ativa depois desse sumiço de 4 anos praticamente. Eles encontraram muitas barreiras, mas em compensação adquiriram vários conhecimentos, entre eles, como evoluir dentro do seu estilo quando "o Tempo pede". E foi assim que em 2002 eles ainda continuaram na estrada, nos brindando com mais remixes de Rhythm Is a Dancer, Do You See The Light (em parceria com o Plaything), e Exterminate, seguidos de "Eternity" (também remixada). A chama continua viva! O Snap! está pelo Mundo, divulgando e fazendo shows em casas noturnas, mesmo que ainda agarrado no sucesso que já se foi. O nome fala alto! Snap! Power! Já estamos em 2003, e aqui encontramos o grupo cada vez mais aplicado, unido e acima de tudo interessado em lançar novos remixes. Mas parece mesmo que a criatividade começa a dar sinais de fraqueza. A "vítima da vez" foi o 'remake' de "The Power", divulgado com o pseudônimo de The Power of Bhangra. Rumores dão conta de que um novo disco só de inéditas estaria sendo produzido juntamente com o rappper Turbo B., e isso acaba deixando os fãs totalmente ansiosos. Será que o Snap! vai voltar com tudo em cima da Techno Music? Será o fim caso mais um álbum de 'remakes' venha a ser lançado? Quaisquer novidades, estaremos informando para vocês. Enquanto isso, faça uma boa viagem :-)


Masterjam
Parece brincadeira mas não é! Alemanha e Itália foram os países que mais contribuíram para a Eurodance em um espaço de tempo tão pequeno assim. Chega a ser impressionante o número de artistas, bandas ou mesmo produtores que lançaram os mais memoráveis sucessos das pistas de todo o Mundo. Agora é a vez da dupla Masterjam, formada pelo rapper Americano Mark Harris e a vocalista Tanya Hits. Harris também era produtor, e unido à George Ecker (que já trabalhou com Jesse Lee Davis), Ben Allen, Tony Hartmann e Rodney Beyer, eles entraram no mercado fonográfico com o Single Rhythm's In Your Mind. O ano, 1994. A métrica dos versos e a levada dos beats podem ser comparadas às de grupos como Captain Hollywood Project e Masterboy. "Rhythm's In Your Mind" era nada mais nada menos do que perfeita! O disco, um colírio para os nossos olhos. Colocar as mãos naquele importado significava status, poder, estar em transe! Resultado: sexto lugar na Rússia, e o topo em Israel. Algum tempo depois, outro belíssimo trabalho chegava às lojas de todo o Mundo. Estamos falando da extasiante I Wanna Know, que saiu logo de cara em duas versões, para que as rádios e os DJ's pudessem divulgar essa verdadeira pedrada! Elas eram sensacionais, mas a que mais emplacou foi a famosa "Maxi Edit", que atingiu o quarto lugar na Rússia e primeiro na Romênia. Outros países mais conhecidos como Bélgica e Áustria também rolaram esse som maravilhoso, que foi consagrado com o Top 10, ficando na sexta colocação em ambos. Quase dois anos depois, só curtindo o enorme feed-back que a música lhe rendeu, o Masterjam atacou novamente em 1996 com a terceira composição: Live It Up. Mas, incrivelmente numa tentativa de impôr novas tendências, os produtores retiraram os vocais do rapper Harris e mexeram um pouco nos beats, tornando o Single um Pop um tanto quanto estranho de ouvir. Quem já conhecia o poder de fogo da banda se assustou com a virada repentina e a cartada infeliz que os produtores deram. Lamentavelmente esse trabalho não foi adiante, sendo recusado por muitos fãs do grupo, que não se conformavam com as mudanças.
Nós também só temos a lamentar as poucas notícias que tivemos do Masterjam, depois desse "lançamento nada haver". O jeito é matar as saudades do que foi bom...não é verdade?


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Datura
E mais uma banda provinda da Itália invade o Good Times com o seu som! O projeto Datura teve início em 1991 quando Ciro Pagano e Stefano Mazzavillani se juntaram à DJ's conhecidos da região e lançaram o primeiro Single chamado Nu Style que foi bem nas pistas com suas versões remixadas. Já no segundo semestre de 92 eles detonaram em Yerba Del Diablo que chegou a várias marcas, entre elas a de "Top" na maioria dos charts Italianos, e um Disco de Ouro! Assim, toda a Europa ficou conhecendo melhor o projeto Datura através de shows agendados por toda a equipe de produção. A música Devotion (1993) nos trouxe uma parceria com a maravilhosa Billie Ray Martin (a mesma de "Your Loving Arms" e "Imitations of Life"), e deu origem ao disco "Eternity", que vendeu mais de 25 mil cópias somente na Itália, e teve seus Singles constantemente freqüentando os primeiros lugares nas paradas Mundiais. Ainda em 93 eles lançaram Fade To Grey, outra belíssima música de trabalho. A partir daí, o Datura optou por trabalhar somente com composições aleatórias, e não adquirir um certo "compromisso" com o lançamento de mais álbuns. E foi aí que eles se deram bem, pois todo Single que era lançado, já chegava às lojas praticamente com as vendagens esgotadas, pelo rumor e expectativa causados pela ótima divulgação. Alguns exemplos são: The 7th Hallucination (94), Infinity Together e Mystic Motion (95), e a lendária Voo-Doo Believe? de 1996. Essa última ficou por várias semanas no Top 5 Mundial! Com seus beats "A La Missing" (do EBTG), a música foi um estouro! Em toda a Europa e aqui no Brasil também, todos ouviram e dançaram muitas e muitas vezes esse som. Quase que colado com esse lançamento veio outra bala na mesma batida: The Sign, que ganhou vários e ótimos remixes, chegando mais uma vez facilmente ao Top 10 Mundial. Em 1997, Passion nos fez relembrar mais uma vez os vocais imponentes de Billie Ray Martin, chegando pra arrebentar! Outros sucessos ainda vieram: I Will Pray (98), I Love To Dance (um super Hard-Trance de 1999), o remix de "Yerba Del Diablo" (2001) e ainda (em 2002) Will Be One. Essa galera é realmente show, eles fazem um som de muita qualidade!!



Darkness
E o nosso "cão farejador" de arquivos aponta agora para o mês de Novembro de 1996, onde encontramos os produtores Tony Cottura e Marcelo Piaggi investindo umas cifras num projeto de nome Darkness. Apesar de acharem que tudo já estava pronto (a música "In My Dreams" escrita por Bülent Aris, e os vocais do descolado rapper True), ainda faltava um "diferencial". Claro! A voz estridente e perfeita de Marie Anett, vocalista do grupo Fun Factory. O release do Single traz os créditos para o codinome 'Cassandra', mas todos nós sabemos que a dona da voz é Marie. Até onde o Good Times tem conhecimento, apenas esse Hit foi lançado pelo projeto de Tony e Piaggi. Logo nos primeiros dias de estréia, ele abriu caminho nos charts de Israel (figurando entre as 5 mais) e aqui no Brasil (onde foi Top 10). Itália, Rússia e Alemanha também foram ótimos anfitriões do Darkness. Com batidas rápidas, pianos e efeitos, "In My Dreams" é um Eurodance de arrebentar, é impressionante! Vale muito a pena matar as saudades dessa ótima produção que ainda contou com vários bons remixes, entre eles o Nightmare, o Midnight e o famosíssimo "O Inferno Vem à Sua Casa". Aumente o volume, acenda a luz negra, faça do seu quarto um verdadeiro QG do terror!!! Essa é a verdadeira cara do animalesco Darkness!!


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Real McCoy
A História dessa turma é simplesmente invejável! Essa é uma das bandas mais influentes da Eurodance, e surgiu ainda na década de 80, mais precisamente em 1983 - você sabia que eles eram tão velhos assim? Pois são! Tudo começou quando Olaf Jeglitza (mais conhecido como O-Jay) conheceu um DJ chamado Quickmix, e a partir dessa amizade nasceram o pseudônimo Mc.Sar (Mestre de Cerimônias), e vários Singles que traziam uma forte influência do Rap. Apesar de bastante divulgados, eles não obtiveram boas notas por parte da crítica. Foram quase cinco anos de pura experimentação, lançando músicas e fazendo testes até chegarem à um produto forte. Aos poucos O-Jay ia moldando a banda, introduzindo novas tendências, novos beats, e até mesmo dando uma força pra galera que trabalhava nos bastidores. Em 1989 um cover de "Pump Up The Jam" do Technotronic foi gravado, dando início à saga Mc.Sar & The Real McCoy. Pela primeira vez nós poderíamos conferir esse som entre as 20 músicas mais tocadas da Alemanha, bem como entre as 100 mais da Billboard. Já era um ótimo sinal de que as coisas iam super bem, e que o sucesso seria fruto somente de muita dedicação e só viria com o passar do tempo. Em 90, a música "It's on You" foi uma das primeiras colocadas em mais de 10 países da Europa, espalhando cada vez mais a fama do grupo. Uma parada de alguns meses foi feita para que eles pudessem traçar novos rumos, reorganizar a banda e definir quais seriam os novos trabalhos a serem detonados. Um erro, e tudo estaria perdido. As mudanças começaram a aparecer aos poucos com a chegada de Patsy (Patricia Petersen), Vanessa Mason e Lisa Cork. Elas foram as responsáveis pelo primeiro passo rumo à Eurodance, e de 1993 à 1996 muita coisa rolou, foi com certeza a época em que o grupo mais esteve na mídia. Em Junho e Julho de 93 saíram os Singles Another Night e Runnaway causando uma enorme revolução nas boates e rádios da Europa, pois juntamente com a nova cara do grupo veio a adaptação do nome para Real McCoy, além do estilo Dance ter ganho o lugar dos beats do Rap, porém agora muito bem misturados. Aqui no Brasil não foi diferente não! A febre de O-Jay e companhia atravessou o Verão de 94 mandando muito som de qualidade para nós. Destaque para as impressionantes Operator e Automatic Lover que traziam o melhor da Dance Music, misturadas à uma forte influência Techno que estava por vir. Não existem adjetivos para elogiar o trabalho de Real McCoy, é simplesmente o melhor! Basta ouvir Come And Get Your Love para comprovarmos uma versatilidade enorme, que faz uma viagem desde os High-beats até mesmo à Reaggae Music, ao som de Love & Devotion e ao Charm inigualável de Sleeping With An Angel. Todas essas balas vieram ao mercado na forma de um CD inédito e completíssimo chamado "Another Night", faixa-título que ainda ganhou um Remix muito chique. Caindo mais ainda a batida, eles mostraram que também sabem fazer músicas mais cools; ótimos exemplos são I Want You e If You Should Ever Be Lonely que não agradaram muito os clubbers, mas sim quem apreciava um bom som e de altíssima qualidade. Esse disco foi bastante marcado pela presença dos beats graves que detonavam em quase todas as composições. Elas foram trabalhadas ao longo desses 4 anos (de 93 a 96), e todas as 11 faixas do disco foram bem executadas, um feito que poucos conseguiram. Ouça mais esse destaque: Ooh, Boy!. A maioria dos Singles conquistou inúmeros primeiros lugares nos charts da Europa e de todo o Mundo. 1997 foi um ótimo ano para todos eles também, mas em menor escala que os anteriores. Tudo culpa do famoso 'Taboo' de se tentar fazer com que os Singles sucessores fossem melhores do que os já lançados. O álbum novo chamado "One More Time", que tinha em seu conteúdo a faixa-título e a música I Wanna Come With You não foi capaz de cobrir o sucesso de "Another Night". Aos poucos a carreira meteórica de O-Jay e sua banda foi se acabando. Vanessa deixou o grupo para trabalhar em carreira solo, Lisa teve que dar um tempo para cuidar de sua gravidez, e O-Jay (se vendo sozinho na estrada) também acabou pulando do barco. Era o fim! Pelo menos dessa galera, porque em Abril de 98 um disco chamado "Love And Devotion" foi editado, trazendo uma ótima compilação dos grandes sucessos do 'Real', além de alguns Singles inéditos que ainda estavam por vir. Era a última cartada: uma tentativa de 'salvar' o sucesso da banda e mantê-la nos charts. E deu certo! Nos anos seguintes chegaram mais algumas composições, entre elas Pump Up The Jam '98 e It's On You (dois ótimos 'remakes'). Enquanto isso as vagas estavam em aberto, aguardando alguém que quisesse continuar os trabalhos dessa turma. Logo logo apareceu gás novo com os novos integrantes: Gabi, Jason e Ginger, que produziram, editaram e lançaram Hey Now em Fevereiro de 2000. A boa e velha Eurodance estava de volta! Com uma escala bem menor do que a antiga formação, o 'novo' Real McCoy marcou uma média de um Single lançado por ano. Em Novembro de 2001, um álbum com novos remixes de "Another Night" chegou às lojas dos Estados Unidos, e somente lá pra Outubro de 2002 mais um "Best Of" foi divulgado. Vale a pena lembrar que durante o reinado de O-Jay, muitos outros CD's foram editados, mas para venda em determinados países somente; foi o caso de "On the Move" e "Space Invaders (Alemanha '95), "The Remix Album - Another Night" (Canada '96), "One More Time" (Europa e Estados Unidos) e "The Best Of Real McCoy" (Japão). Essa é a trajetória mais do que vitoriosa de Real McCoy!!! É de dar inveja, não é?


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Everything But The Girl
Hora de se render à voz e aos "UK Magic Beats" de Everything But The Girl. Do Pop-Rock pro Dance, foi uma transição um tanto quanto difícil, mas Setembro de 1995 trouxe a consagração da versatilidade dessa banda. Foi quando um poderoso estrondo chamado Missing trouxe de vez a glória e o respeito às composições do EBTG. Apesar de 1996 ter sido um ano totalmente produtivo na carreira de cada um daqueles integrantes, ainda era preciso trabalhar mais e mais, e foi assim que o mais novo single chamado Wrong veio à tona. Em Julho de 99, o EBTG lança a Mega produção do DJ Deep Dish (sem comentários): The Future of the Future simplesmente abala as estruturas da House Music, numa mistura exuberante de pianos, efeitos e metais. O Single aumentou, e muito, os rumores de que um novo CD estaria por vir, pois a divulgação sobre essa música foi maciça!! E assim aconteceu, de fato, dois meses depois, o lançamento do álbum "Temperamental" em Setembro. Aliás, "The Future of the Future" foi a única faixa do disco que não foi produzida pela banda, e sim por Deep Dish, mundialmente conhecido por fazer remixes e produzir músicas para Madonna, entre outros cantores. Embora não participando da produção desse Single, os integrantes da banda supervisionaram tudinho!! Completavam a 'Track List' as maravilhsoas Temperamental (faixa-título), Hatfield 1980, No Difference e a perfeita Lullaby of Clubland. Por acaso você já parou pra tentar relembrar quantos anos essa galera está na estrada? Pois é, eles continuam apavorando, com balas que vão desde a época de Ouro com When All Is Well até os dias atuais, com o Drumm n' Bass de Before Today. É realmente de ficarmos impressionados, tamanha versatilidade e evolução dessa banda, pulando num toque de mágica do Pop pra Dance, da Dance pro House, do House pro Alternativo. Parabéns, EBTG!!! E que vocês continuem assim, nos presenteando com Singles cada vez mais perfeitos!!


Nicki French
Especializada em gravar "covers" assim como Andrew Sixty, a Britânica Nicki French é uma das várias vocalistas que caíram nas graças dos produtores Mike Stock e Matt Aitken. Eles fizeram com que Nicki ficasse mundialmente conhecida com a regravação de um enorme sucesso de Bonnie Tyler, chamado Total Eclipse of the Heart. Lançado em Fevereiro de 1995, o Single decretou mais um "Estado de Alerta" na Eurodance, pois estava surgindo ali uma nova sensação da World Music. Era só pegar a lista das músicas mais ouvidas na Inglaterra, e lá estava ela entre as 5 melhores. E o que dizia a Billboard, você se lembra? Nós lembramos! Dizia que "Total Eclipse of the Heart" era a segunda colocada numa lista de simplesmente 100 lançadas; e por mais 6 meses ela permaneceria por ali entre as mais executadas. Austrália, Canadá e Hong Kong foram outros países onde esse som figurou nas primeiras colocações. Logo em seguida, Nicki emplacou For All We Know, música que chegou às lojas no mês de Maio, trazendo na bagagem o 'compromisso' de fazer mais barulho do que a precursora. Mas o sucesso foi mesmo o esperado, e o fantasma do "Taboo" de se fazer com que os Singles seguintes fossem melhores do que o primeiro para que o fervor continuasse, ficou de pé! E quando a galera estava esperando um terceiro Single de trabalho, French simplesmente surpreendeu à todos com um CD completíssimo, detalhe, um mês depois! Pouquíssimas bandas faziam isso na época: lançar duas músicas e já apostar em um disco inédito sem trabalhar as outras faixas, mesmo porque a 'moda' Euro era justamente não divulgar vários trabalhos de uma só vez, afim de manter o nome do grupo na mídia por mais tempo. Mas Nicki, Mike e Matt pularam de cabeça e encararam essa idéia de frente, fazendo com que em Agosto Did You Ever Really Love Me? fosse consagrada por suas batidas de extremo bom gosto, seus graves muito bem destacados, além dos belos sons vindos de órgãos e corais. Esse som fez parte de várias coletâneas aqui no Brasil, sendo bastante executado nas FM's nacionais, e obviamente todos abraçaram o Single com a maior rapidez. Por muitos meses ele ficou nos charts, até que French tirou da cartola e começou a trabalhar Is There Anybody Out There?, Never in a Million Years e Secrets que também estavam no álbum (que levava o nome da última - "Secrets"). A cantora fez então pequenas turnês promocionais para divulgar os mais recentes Singles lançados, e assim as vendagens explodiram. Nesse meio tempo, entre 96 e 97, mais duas músicas novas e inéditas foram lançadas num álbum promocional de nome "Total Eclipse of the Heart". São elas: Heaven Is A Place On Earth e Stop In The Name of Love (outra excepcional regravação). O 'promo' ainda era composto de mais alguns remixes de "Total Eclipse", e isso acabou abrindo caminho para Nick French continuar na ativa, além de aumentar os rumores de que um outro disco inédito poderia ser divulgado em breve. Mas não foi o que aconteceu. Bons tempos se passariam até que a Britânica soltasse esse tão esperado CD, que veio precedido de sucessos inesquecíveis como Te Amo , Give it up Now e Best Thing in my Life. Isso já é em 1998, não perca as contas hein? risos! Esse álbum fez muito sucesso na Inglaterra, Israel e aqui no Brasil, mas já não era tão perfeito quanto às composições anteriores. Nicki trabalhou nesse CD por longos dois anos até lançar Don't Play That Song Again (Maio de 2000). Já em 2001 ela optou por relançar a faixa Te Amo (que aliás já havia ganho dois ótimos remixes). O mais legal de tudo é que nós Brasileiros é que recebemos o presente! A cantora simplesmente fez uma versão todinha em Português, e a lançou em Agosto, com direito à shows em terras nacionais, onde ela cantou seus grandes sucessos desde sua vinda ao mercado em 95, levando o público ao delírio. Uma de suas apresentações foi na cidade de Taubaté (SP) e contou com a presença de quase 6 mil pessoas (eu estava lá com certeza, risos, aliás trabalhei na organização e promoção desse show). "Te Amo" é o último registro de lançamentos feitos por Nicki French, essa loirinha simpática e guerreira. Poucos conseguem sobreviver tanto tempo assim, e ainda levando Eurodance da melhor qualidade pra galera dançar. Afinal de contas, French era perfeita, e merece o nosso destaque. Let's dance!!


Me & My
Esse é um dos casos que podem ser considerados inéditos na História da Eurodance. Curiosamente as irmãs Susanne e Pernille Georgi resolveram montar uma banda; bom, até aí nada com o que se admirar não é mesmo? Mas acredite, era uma banda de Dance Music! E foi através do Single Dub-I-Dub que essas Dinamarquesas despontaram para o sucesso em Setembro de 1995. Mais curiosa ainda foi a boa colocação do Hit, que chegou a Top 10 em Israel, fazendo com que o império de irmãos como "2 Brothers on the 4th Floor" fosse realmente incomodado. Se elas estavam vindo para ficar, ninguém sabia, mas uma certeza todos tinham: o Single era um arraso! Esbanjando sensualidade em dobro, e sabendo usar muito bem suas duas opções de vocais femininos, as garotas do Me & My aproveitaram o período de sucesso e investiram em mais uma ótima música: Baby Boy. Na mesma levada do antecessor, o Single detonou nas paradas Européias, originando pequenas turnês e batendo a marca de incríveis dois milhões de cópias vendidas. No verão de 1996 veio Lion Eddie, que teve uma ótima vendagem também, assegurando a dupla nos charts Mundiais. Juntamente com Waiting e Touch of Your Love (lançada apenas no Japão), saiu o primeiro disco de trabalho, chamado "Me & My". Em 97 elas levaram facilmente dois Discos de Ouro, referentes ao ótimo trabalho e à vendagem impressionante. A boa fase seguia até o ano de 99, quando o segundo álbum chamado "Let The Love Go On" não teve a mesma sorte, e as músicas de trabalho Loving You e Every Single Day não chegaram nem ao Top 10 em Israel. O jeito foi 'tocar o barco' aos poucos e pensar numa forma de voltar às paradas. No início de 2001 elas lançaram o terceiro CD da carreira, bem mais voltado para o Techno, mas sem deixar perder a magia única dos Euros. Flying High foi recebido com surpresa pelos fãs, que já desacreditavam em uma volta aos palcos. Susanne e Pernille estavam super felizes pois puderam coordenar toda a fase de gravação das músicas, desde a mixagem final até o primeiro exemplar disponibilizado nas lojas. Com certeza a recompensa por terem dado o melhor de si, viria em pouco tempo. Esse trabalho de acompanhamento rendeu o topo de vários charts, além de estourar nas chamadas "Club Play Lists" de inúmeros sites Mundiais. Principais destaques: La La Superstar (que trazia uma visão de como é ser famoso, afirmando que 'a vida de um pop-star não é como as pessoas nem muito menos os próprios artistas imaginavam'); Sleeping My Day Away (um cover de muita energia, que mostrava uma nova interpretação para a Dance Music); Fly High (carro-chefe; faz uma reflexão sobre 'como você encara a sua vida?'); e finalmente Can't Forget The Past (que evidencia uma relação tumultuada entre homens e mulheres, mostrando também o dilema de 'acreditar' e 'se decepcionar'). Esse foi realmente um super-álbum, do qual várias músicas foram executadas nas FMs ao redor do Mundo. Vamos agora para Abril de 2002! Me & My atacam de gravação latina, num ótimo mix com a Dance Music. Dessa mistura saiu Te Quiero, até então último Single lançado. Com certeza isso só serviu para aguçar cada vez mais os fãs, que lotaram o site oficial das irmãs com pedidos e mais pedidos de um novo disco. Bom, por enquanto elas não disseram nada, muito menos lançaram outros Singles de trabalho, ficando mesmo só em "Te Quiero". É uma pena que em 2003, nenhum trabalho foi realmente destaque... mas rumores dão conta de que um quarto álbum está para vir, e sabe-se que 'escrevendo' elas estão, mas enquanto essa confirmação não nos chega através de fontes seguras, a gente vai curtindo as músicas passadas dessa ótima dupla aqui no Good Times.


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Flip Da Scrip
Flip Da Scrip apavorando aqui no Good Times!! Falou em Charm Music, falou em I Never Told You, essa balada romântica fantástica que eles gravaram. Glaze e Cooly D. nos trazem muito Hip Hop, Underground, Funk e Disco em suas composições, mas impossível descrever a beleza dessa música. O ano é 1997. O som? Sim, parece e muito com More Than Words do grupo Extreme. Ouça com atenção a nova 'cara' da Black Music. Se você ainda não conhece o Flip, aí vai um conselho: é melhor pesquisar logo, pois é quase que inadimissível gostar de uma boa música e não conhecer Flip da Scrip. E mais! Leia ainda aqui no Good Times: tudo sobre Glaze e Cooly D; é só rolar a tela e passear pelo Blog, que você encontra uma matéria animal com eles. É a Holanda na área!!



Ice Mc
Ice Mc nasceu em 1965 em Nottingham (Reino Unido). Para os íntimos, Ian Campbell (seu verdadeiro nome), herdou várias características de seus familiares vindos da Jamaica, e numa verdadeira mistura de tradições, ele começou a impôr serus vocais em ritmos como o Reaggae e o Rap. Ele foi dançarino de um grupo de Break nos anos 80, e juntou forças para se lançar como cantor e DJ. E foi justamente mesclando todos esses ritmos com a batida memorável da Dance Music, que Ice Mc descobriu a fama. No final da década, em 1989, ele deu sua primeira caminhada rumo ao sucesso, ao conhecer o produtor Robyx, que resolveu investir no coitado e lançar o Single Easy. Numa ótima mistura entre Rap e Balanço, de cara eles acertaram um dos melhores mercados: o do Brasil! Por aqui essa música foi tema de vários comerciais e novelas, sendo destaque nas rádios e boates das grandes capitais. Mas isso não era nem 1% do que ainda estava por vir; Robyx e Ice Mc foram tão bem aceitos pelo público, que resolveram lançar algo no mesmo estilo para que o sucesso fosse então consagrado. E assim, um ano depois veio Cinema, Single em forma de álbum, ao qual remixes foram adicionados, e novas versões para "Easy", além de um Megamix animal! Claro, o Rap e o mesmo Balanço, trazendo nesse novo trabalho, uma brincadeira com nomes de grandes personalidades como Woody Allen, Eddie Murphy, Marylin Monroe, Sean Pean... Essa "brincadeira" rendeu 2 milhões de Singles vendidos e o passaporte definitvo para o estrelato. Turnês começaram a ser feitas, e depois de um ano, Robyx atacou com mais uma carta tirada de sua manga: ele apresentou a Italiana Alexia ao rapper, iniciando assim mais um projeto, o da Eurodance Music. Estamos em 1993! Alexia chega pra botar pressão e grava Take Away The Colour. Tentando se livrar dos batidões marcantes do Rap, e fugindo da ainda forte influência do Flash House, eles procuraram fazer um novo estilo de som. É aí que entra a Eurodance, com seus beats sujos, perfeitos, sua métrica rigorosa, e claro a imperdoável formação da tradicional 'dupla'. Não deu outra! Ice Mc flutuava 'sem dó' nos charts, vendendo milhares e milhares de cópias de seus Singles. Com o lançamento de Think About The Way em 1994, convites para participações em discos de outros cantores começaram a surgir. Com Double You ele gravou Rebel Rebel e Run To Me, e Alexia, Me & You. Eles já eram uma verdadeira fábrica de sucessos, lançando ótimas composições, fazendo a cabeça da galera e virando noitadas ao som perfeito de seus grandes hits. Outro Single foi lançado em Setembro de 94: It's a Rainy Day ainda com Alexia detonando nos vocais! Perfeita! Incontestável! Ela permaneceu no grupo até meados de 95, quando resolveu seguir carreira solo. Antes saíram Roussian Roulette, Dark Night Rider e Run Fa Cover, que fizeram espetacularmente a transição de 94 para 95, concretizando seu mais novo álbum chamado "Ice n' Green". Um super Megamix de quase 9 minutos também fazia parte do disco, que simplesmente apavorou! O sucesso do CD foi tanto (mais de 700 mil cópias vendidas), que ainda em 95 eles tiveram que relançar o disco, dessa vez todinho remixado. Tudo ia bem até que Ice Mc, já sem Alexia, tentou contratar mais um produtor para tocar o projeto com Robyx. Charlie Holmes bem que tentou, mas não conseguiu evitar os ciúmes de Robyx, que fizeram com que o precursor do sucesso de Ice 'pulasse fora' do barco. De contrato novo, mas amargando uma boa fase sem produzir, o rapper voltou à cena Dance somente no final de 96 numa parceria com o Masterboy (que estava indo de vento em poupa), lançando Give me the Light. O sucesso continuava, mas já não era a mesma coisa... Robyx fazia falta... Seu estilo único de escrever e produzir não conseguiu ser imitado pelos Alemães do Masterboy, que ainda tentaram algumas cartadas: mais um disco chamado "Dread Tour" (classificado como Ruim pela crítica) e estrelado pela nova vocalista Valentina Ducros, a música Music For Money (também de 96), e algumas participações do grupo em programas de televisão (Ice até se aventurou em dirigir algumas cenas de clipes e documentários diversos). Mas foi em vão, o reinado infelizmente chegava ao fim. Éh! Robyx faz falta... Nós só temos é que lamentar e guardar com carinho todos os Singles que essa galera lançou nesses 8 anos de estrada! Acreditamos que os que mais marcaram foram "Think About The Way" e "Take Away The Colour", que resumem toda a energia que eles nos passavam, num Mix muito bem feito entre a Dance Music, o Rap e o "Caribean Rhythm" de Ice. E você? Qual a sua opinião? Comente nos nossos links!! Vamos lá!!



General Base
Agora vamos contar um pouquinho da História dessa galera muito show que, por volta de 1990 veio à tona. Tudo começou quando um DJ alemão chamado Thomas Kukula literalmente cansou de seu trabalho monótono de Disc-Jockey e resolveu fundar uma banda para divulgar seus beats. Nascia aí a chamada "Base Geral", ou "General Base" pros mais íntimos. Passando de DJ a Produtor, Thomas fez o Single Apache em 1993, e o entregou às mãos, ou melhor, aos vocais da gatíssima Claudja Barry. Resultado: sucesso imediato! Mas o melhor ainda estava por vir; aperfeiçoando cada vez mais suas produções, Thomas acabou fazendo com que Claudja acontecesse no início de 1995, com a pérola I See You. Os anos de 96 e 97 também foram bastante produtivos; Kukula e Claudja entraram de cabeça nas novas tendências Mundiais: o Underground e o Hardtrance, emplacando a pancada Rhythm & Drums (1996) e a fantástica On And On (1997). É isso aí, onde quer que estejam, eles sempre abrem a "Base Geral" para a galera pirar!!


BG The Prince of Rap
Nascido em Washington (EUA), BG é um dos rappers mais versáteis do cenário musical. Foi em 1990 na Alemanha que ele ganhou o pseudônimo de "The Prince of Rap", onde viveu, produziu e lançou os principais Singles de sua carreira, sempre marcados por suas misturas consagradas entre Eurodance, Hip Hop e Freestyle; BG conseguiu ser original em meio à tantas bandas que pregavam o mesmo estilo, como Snap! por exemplo. Foi através dos produtores Jam El Mar (da dupla Jam & Spoon) e Stefan Benz (escritor), que BG adquiriu a experiência que faltava para lançar o seu primeiro trabalho chamado Rap To The World, que chegou a figurar entre os mais executados da Alemanha. Pontapé inicial dado! Agora era cair na estrada e começar a trabalhar para se manter nos charts. Em 1991 ele chamou algumas vocalistas para então finalizar o seu primeiro álbum: "The Power of Rhythm" saiu em Outubro e trazia 11 faixas, das quais nos identificamos com This Beat is Hot (que entrou facilmente no Top 20 Alemão), e claro com a faixa-título The Power of Rhythm (o famoso carro-chefe, que dispensa comentários). Ao longo dos anos de 92 e 93, BG encontrou uma forte influência da House Music (vindo direto na 'contramão'), e o jeito foi se adaptar da forma como ele podia, reeducando suas produções e colocando nas mesmas um pouco mais de Balanço. Mas a maior corrente mesmo foi, sem dúvida alguma a Eurodance! Ela chegou pra valer no finalzinho de 93, e fez com que o rapper editasse o Single The Colour of my Dreams, uma composição perfeita! Com um ritmo totalmente dançante e contagiante, a música nos brindava com órgãos e mais órgãos, e belos beats graves, somados aos inevitáveis vocais femininos. Resultado: a música atingiu mais uma vez em cheio o Top 20, só que dessa vez, Mundial, somando a lista das músicas mais lindas nesses 4 anos de Eurodance. Antes de conferirmos essa bala (na íntegra), não podemos deixar de relatar mais um CD lançado por BG em 1994. "The Time is Now" lhe deu o Feedback esperado, e a explicação para isso estava na cara: o sucesso inquestionável de "Colour of my Dreams". De forma alguma a galera deixaria de comprar o sucessor de "Power of Rhythm". Já em 1996 Stomp é regravada e estoura nas pistas da Europa, num estilo fino de se fazer o Rap, misturado às batidas do House. Quebra tudo!!


Planet Soul
E saiu de Miami (EUA) o som que tomou conta do Verão de 1996 aqui no Brasil. E nós do Good Times vamos entregar os responsáveis por essa anarquia toda, risos. São eles, o DJ e produtor George Acosta, a vocalista Nadine Renee, e o diretor artístico Gregory Homs. Acosta sempre gostou de Underground, cresceu fazendo mixagens! Mas tudo começou mesmo em 1995 quando ele resolveu apostar numa parceria com Nadine, e já melhor treinado e mais maduro para produzir, eles lançaram o Single Set You Free no mês de Agosto. Nascia aí o Planet Soul, que teria uma carreira meteórica e descaradamente copiada por Jocelyn Henriquez, Acid Factory, entre outros nomes da época, que não perdoaram e deram aquela 'chupinhada' básica nos beats invejáveis do Planet Soul. Eles emplacaram hits como Believe in Yourself, a famosa Feel The Music, e Look Into My Eyes, todos parte integrante do primeiro e único álbum lançado em meados de 96, chamado "Energy & Harmony", que ficou em evidência por um ano, tamanho sucesso. Imediatamente bandas como B-52's e Ultra Naté caíram matando em cima de George, e o contrataram para dar uma força em seus trabalhos também, fazendo remixes, beats novos e um House de dar inveja! Suas canções figuraram entre coletâneas e mais coletâneas em todo o Mundo, como por exemplo "Miami Beach Bass" (97) e "2000's Awake". Sem dúvida alguma a mais conhecida de todas foi Fever Express (1997), com um batidão que esbanjava graves e freqüências, muito bem equalizados. Excepcional!! Com toda essa fama conquistada por Acosta, pouco se ouviu falar do Planet Soul a partir de 1998; acredita-se que a banda tenha acabado, sendo que ele teria deixado Nadine para seguir em sua carreira de DJ, fazendo mixes para outros grupos (como ATB atualmente). Em 2001 ele remixou o Single Emotions, que deu origem ao CD "Next Level" lançado no ano seguinte. Cada vez mais Trance e independente, George Acosta segue na estrada fazendo parcerias e cuidando do seu mais recente disco: "Touched". This is the sound of the Planet!! The 'Planet Soul' !!


Pessoas Já Comentaram. Só Falta Você !!


Captain Jack
É, parece mesmo que a Alemanha e a Itália são as grandes responsáveis por quase todo o sucesso que a Eurodance fez. Muitos e muitos grupos se lançavam no mercado, sempre com propostas novas, e tentando um espaço na mídia. E no meio desses tantos se destaca uma dupla alemã de nome Captain Jack. Francisco Gutierrez, apelidado de ''Franky Gee'', e Liza Da Costa resolveram passar uma idéia no mínimo curiosa, a de fazer com que suas músicas fossem não só alegres, mas também excessivamente marcadas por batidas secas e definidas, como se sons de 'soldados marchando em um quartel' fossem ouvidos, misturados aos gritos do 'capitão' Franky. "Captain Jack" não queria guerra, e sim trazer muito amor e paz em suas letras; e com isso eles conquistaram muitos fãs ao redor do Mundo. Tudo começou em 1995 com a música Drill Instructor (Tell Me What To Do), uma das faixas do disco "The Mission". O sucesso foi imediato, e assim eles saíram em turnê por toda a Alemanha, fazendo o som do Verão de 96 por lá, até que lançaram mais duas balas! The General Captain Jack e Soldier Soldier. Permita-me fazer um pequeno adendo como DJ aqui nessa nota: "olha, eu nunca vi na minha vida tanta gente dançando, pulando e cantando as músicas do Captain Jack. Toquei por muito tempo no interior de SP, e lá eu tive essa oportunidade única de poder conferir mais de 3 mil pessoas por noite nas festas que eu fazia, todas elas delirando! Era realmente empolgante, porque toda essa energia era passada de uma forma muito doida da galera para nós, DJ's que estávamos lá em cima dançando também e fazendo aquela noitada tão animal. Foi inesquecível!". 1997 nos trouxe 'mais do mesmo', eles foram impressionantes em lançar Together Forever e Little Boy na mesma batida das outras, mas numa nova forma de se fazer a Dance Music, com uma outra letra, mas com a mesma sintonia com o público. O Remix então?? Sensacional!! Já "Operation Dance", segundo álbum, chegou ainda em 97 fazendo a feb